Desde 29 de setembro de 2026, cada solicitação de visto americano aceita no máximo 3 alterações no agendamento da entrevista, somando cancelamentos e reagendamentos. Na quarta alteração, o cliente precisa abrir uma nova solicitação, pagar nova taxa e agendar de novo o CASV e o consulado.
Resumo rápido
- A regra vale para todas as categorias de visto, nos consulados dos EUA no Brasil. Cada alteração confirmada gasta uma das três.
- O papel do agente muda de lugar: a conversa sobre a data acontece antes de marcar, não depois.
- Em 20/10, o Consulado-Geral em São Paulo apontou aos agentes 10 erros no preenchimento do DS-160. Dá para transformar a lista numa conferência, cliente por cliente.
O que mudou no reagendamento do visto americano?
Até setembro, trocar a data da entrevista era quase um detalhe. O cliente marcava, a agenda mudava, ele remarcava. Às vezes, mais de uma vez.
Agora existe um teto. Desde 29/09/2026, são no máximo 3 alterações por solicitação, e a conta junta cancelamentos e reagendamentos. A regra vale para todas as categorias de visto nos consulados americanos no Brasil.
Três pontos que eu explicaria ao cliente com essas palavras:
- O que conta: toda alteração confirmada. Cancelou, gastou uma. Reagendou, gastou outra.
- O que não conta: entrar no sistema só para ver o calendário de datas.
- O que acontece na quarta: segundo o Consulado-Geral em São Paulo, nova solicitação, nova taxa e novos agendamentos, no CASV e no consulado.
E uma boa notícia, que acalma muita gente: a regra não cancela a entrevista sozinha. Se o cliente mantém a data marcada, o processo segue normal.
Por que isso muda o atendimento da agência?
Porque o erro deixou de ser barato.
Antes, uma data mal escolhida custava uma remarcação. Agora, cada remarcação consome uma margem que não volta. E quem passa do limite paga a taxa de novo e recomeça o processo inteiro.
Na prática, o trabalho do agente se move para frente. A conversa sobre a data tem que acontecer antes de clicar em confirmar, com a agenda do cliente aberta na mesa. Não depois, quando ele liga dizendo que surgiu uma reunião.
Eu vejo isso como um teste de processo. A agência que já tem um roteiro de atendimento para visto só acrescenta uma pergunta. A que faz tudo de cabeça vai descobrir o tamanho do problema na primeira remarcação que der errado.
O que orientar o cliente antes de escolher a data?
Eu montaria uma conversa curta, sempre igual, antes de qualquer agendamento:
- Agenda real na mão. Trabalho, férias, outras viagens, compromissos de família. A data certa é a que ele consegue cumprir, não a primeira que aparece.
- Explicar o limite com clareza. Cada troca confirmada gasta uma das três. Olhar o calendário pode, quantas vezes quiser. Confirmar mudança, só se não houver outro jeito.
- Conferir o que já foi usado. Ainda não há esclarecimento oficial sobre como contam as alterações feitas antes de 29/09. Então eu olharia no próprio sistema, solicitação por solicitação, antes de prometer qualquer coisa.
- Combinar o que fazer numa emergência. Não existe exceção automática. O caminho é procurar o atendimento consular com comprovantes. Vale avisar o cliente para guardar os documentos se algo acontecer.
Uma dica de organização: anote no cadastro do cliente quantas alterações já foram feitas em cada solicitação. Se mais de uma pessoa da equipe mexe no mesmo processo, esse número não pode morar na memória de ninguém.

Quais são os 10 erros no DS-160 que o Consulado apontou?
Na terça, 20/10, o Consulado-Geral dos EUA em São Paulo fez um treinamento com cerca de 100 agentes de viagens e apontou 10 erros no preenchimento do formulário. Eu reescrevi a lista em linguagem de balcão:
- Dados de outro cliente. O formulário foi reaproveitado de outra pessoa e alguma coisa ficou para trás.
- Telecódigo ausente. Esquecido para quem nasceu na China, em Taiwan, Hong Kong ou Macau.
- Rede social preenchida errado. O nome de usuário precisa ir no campo certo.
- Histórico profissional e educacional incompleto. Faltou emprego, faltou curso.
- Recusa ou antecedente omitido. Se o formulário pergunta sobre recusa anterior de visto ou antecedente criminal, a resposta tem que estar lá.
- Renda no período errado. O campo pede um período, por exemplo, renda mensal. Vale ler antes de digitar o número.
- Acompanhante não informado. Quem viaja junto ficou de fora.
- Familiar nos EUA omitido. Parente que mora lá não foi declarado.
- Motivo da viagem diferente do plano real. O que está escrito tem que ser o que o cliente vai fazer.
- Ajuda no preenchimento não declarada. Quando o formulário pergunta se alguém ajudou, a agência que preencheu precisa aparecer.
Repare que quase nenhum desses erros é de conhecimento técnico. São erros de pressa e de copiar e colar. Por isso eu não trataria a lista como curiosidade. Eu trataria como checklist.
Como transformar a lista numa conferência, cliente por cliente?
O primeiro erro da lista é o que mais me chama atenção: dados de outro cliente. Ele nasce de um atalho que toda agência conhece. Pegar o formulário parecido, trocar o nome e seguir.
O atalho economiza dez minutos e cria um risco que o cliente nem sabe que está correndo.
O que eu faria:
- Começar sempre do zero, com as respostas do próprio cliente, coletadas por uma ficha padrão da agência.
- Usar os 10 erros como lista de conferência no fim do preenchimento. Item por item, marcando.
- Separar quem preenche de quem confere, quando a equipe permite. Um segundo olhar pega o que o primeiro deixou passar.
- Pedir ao cliente para revisar antes de enviar. Esse foi um dos pedidos do próprio Consulado. Quem sabe se o histórico está completo é ele.
Aqui a tecnologia ajuda de verdade. Um formulário de coleta bem feito, um modelo de checklist no sistema da agência, um lembrete automático para o cliente revisar. Tecnologia como meio, não como fim: a decisão sobre o que está certo continua sendo humana.

O e-mail e o telefone do DS-160 podem ser da agência?
Não. O contato, e-mail e telefone, deve ser do viajante, não do agente. Foi um dos avisos do treinamento.
Entendo a tentação. Com o contato da agência, fica mais fácil acompanhar tudo. Só que o formulário é do cliente, e as informações dele precisam ser dele.
No mesmo pacote de cuidados, dois detalhes que parecem pequenos:
- Nome completo exatamente como no passaporte, com as preposições. “Da”, “de”, “dos” fazem parte do nome.
- Visto aprovado não garante a entrada. A decisão final é da imigração, na fronteira. Vale dizer isso ao cliente antes da viagem, sem drama, como parte da orientação.
A regra dos 3 e a lista dos 10 apontam para o mesmo lugar. O visto premia a agência que trabalha com método. Data escolhida com calma, formulário conferido, cliente informado. Se você aplicar só a conversa antes de marcar a data, já vai sentir diferença no dia a dia.
Perguntas frequentes
Quantas vezes posso reagendar a entrevista do visto americano?
No máximo 3 alterações por solicitação, somando cancelamentos e reagendamentos, desde 29/09/2026, em todas as categorias de visto nos consulados dos EUA no Brasil.
Consultar as datas disponíveis conta como alteração?
Não. Só conta a alteração confirmada. Olhar o calendário não gasta nenhuma das três.
O que acontece se eu precisar de uma quarta alteração?
Segundo o Consulado-Geral em São Paulo, é preciso fazer uma nova solicitação, pagar nova taxa e marcar de novo o CASV e o consulado. Se a data atual for mantida, o processo segue normal.
Existe exceção para emergência?
Não há exceção automática. Em caso de emergência, o caminho é procurar o atendimento consular com comprovantes.