Autor: Daniel Turbox

  • O Agente do Futuro: os 5 Cs que separam quem opera a IA de quem é operado por ela

    O Agente do Futuro: os 5 Cs que separam quem opera a IA de quem é operado por ela

    TL;DR: O Agente do Futuro é a palestra que eu levo pelo Brasil desde 2025, e é também o nome do livro que estou escrevendo e da comunidade que nasceu dela. A tese cabe numa frase: a tecnologia não veio substituir gente, veio substituir quem trabalha no automático. O que separa um grupo do outro são cinco forças que eu chamo de os 5 Cs — Curiosidade, Contexto, Comunidade, Código e Caráter. Este texto é a palestra em forma de leitura. Se ela fizer sentido pra sua plateia, ela cabe no seu palco: turbox.me/palestras.

    A pergunta que decide o seu futuro

    Imagina comigo.

    Um casal senta na sua frente, e o celular já está na mesa. O roteiro que antes levava dias pra montar chegou pronto: voo, hotel, passeio, ordem dos dias. Uma IA montou de graça, em quatro minutos.

    Aí o cliente faz uma coisa só. Ele vira o celular pra você e pergunta: “isso aqui tá bom?”

    Eu abro toda palestra com essa cena porque, pra mim, essa pergunta decide o seu futuro. E ela não é a ameaça que parece. Ela é um convite. Repara: ele não veio te mostrar o roteiro pra dizer que não precisa mais de você. Ele veio porque não confia o suficiente em si mesmo, nem na máquina, pra apertar o botão sozinho.

    Os números dizem a mesma coisa. Mais da metade dos viajantes dos Estados Unidos usou IA em alguma etapa de uma viagem no último ano, segundo a Phocuswright. Só que, quando o assunto é deixar a IA reservar e pagar sozinha, só 2% topam. Mais de 90% confiam na informação que a IA entrega — mas não a ponto de deixar ela decidir.

    O cliente usa a IA pra sonhar. Não pra fechar.

    Eu costumo dizer que a IA virou o Waze da viagem. Ela traça a rota muito bem. Mas ela não dirige o carro, não escolhe o destino, e não segura a mão de ninguém às três da manhã quando o voo cancela. Quem faz isso é gente.

    O que morreu não foi o agente. Foi o agente que fazia só o que a máquina agora faz melhor, mais rápido e de graça.

    Por que a viagem virou expressão de identidade?

    Porque o viajante mudou de motivação, e essa mudança tem tamanho medido.

    A Booking.com batizou seu relatório de tendências de 2026 de “The Era of YOU”, a era do você. Não é slogan de marketing: são 29.733 viajantes ouvidos em 33 países e territórios, entre julho e agosto de 2025. A leitura que fica de pé é essa: a viagem deixou de ser sobre para onde a pessoa vai e passou a ser sobre quem ela é.

    O relatório lista dez tendências, umas mais sérias que as outras. Eu leio cinco fios atravessando todas elas, e é assim que eu apresento no palco:

    • Identidade — a viagem como extensão da personalidade, não como item de lista
    • Bem-estar — renovação física, mental e espiritual como motivo central, não como brinde
    • Autenticidade local — imersão real, longe do circuito óbvio
    • Slow travel — profundidade no lugar de quantidade
    • Cultura pop e eventos — viagens ancoradas em shows, séries, universos narrativos

    Nenhum desses cinco se resolve com pacote genérico. Todos pedem curadoria. E curadoria pede gente.

    Tem dado sustentando isso do lado do comportamento também. A Expedia apurou que 63% dos viajantes pretendem visitar um destino menos óbvio, fora do circuito lotado. E a preferência por um profissional humano resiste onde mais interessa: a McKinsey mostra que 44% dos boomers ainda valorizam um agente pra desenhar a viagem inteira.

    Essa é a brecha. E ela é grande.

    O que o Fórum Econômico Mundial diz sobre as competências até 2030?

    Aqui está o dado que sustenta a palestra inteira.

    O Future of Jobs Report 2025 ouviu mais de mil empregadores globais, representando 14 milhões de trabalhadores em 55 economias. A manchete: 39% das habilidades atuais serão transformadas ou ficarão obsoletas até 2030.

    Tem uma boa notícia escondida aí, e quase ninguém repara. Esse número caiu: era 44% em 2023. A instabilidade diminuiu porque uma parte grande da força de trabalho já passou por alguma capacitação. Ou seja: quem investe em aprender está, de fato, mais protegido. Isso não é motivacional. É medição.

    Agora olha o ranking das competências. O pensamento analítico lidera. Depois vêm resiliência, liderança, criatividade, autoconsciência, alfabetização tecnológica, empatia, curiosidade, gestão de talentos e orientação ao serviço.

    Das dez competências mais valorizadas do mundo até 2030, nove são humanas. Uma é puramente técnica. E o que está em queda? Destreza manual, resistência e precisão — exatamente o que a máquina faz melhor.

    Você, que trabalha com gente pela natureza da profissão, já parte com vantagem histórica. A questão é equipar essa vantagem com a tecnologia certa.

    E tem o recorte que eu uso pra fechar toda palestra. Se a força de trabalho global fosse cem pessoas: 59 precisam de treinamento até 2030. Dessas, 29 seriam capacitadas no próprio cargo e 19 realocadas com sucesso. Sobram 11 que provavelmente não receberão o treinamento e terão a empregabilidade em risco real.

    Eu pergunto isso olhando no olho da plateia, e pergunto aqui também: em qual grupo você quer estar?

    A tese: quem trabalha no automático

    Junta as duas pontas. De um lado, a máquina ficou muito boa em produzir. Do outro, o que mais vale até 2030 é justamente o que ela não produz.

    Daí sai a frase que eu repito do palco: a tecnologia não veio substituir gente. Veio substituir quem trabalha no automático.

    Isso divide o mercado em três grupos, não em dois. Quem opera a IA. Quem é operado por ela. E quem simplesmente some. Nos próximos anos, o mercado brasileiro vai decidir em qual grupo cada agência se encaixa — e vai decidir sem pedir licença.

    Quem fica de pé combina cinco forças ao mesmo tempo. Sem uma delas, o agente escorrega. Com as cinco, ele vira raro.

    E raro, no fim do dia, é caro.

    Os 5 Cs do Agente do Futuro

    Estas são as cinco forças. Cada uma tem uma frase que resume, uma prática que muda a semana e uma pergunta de autodiagnóstico. Responda as cinco perguntas com honestidade enquanto lê — no fim, a mais fraca é por onde você começa.

    1. Curiosidade: a força que não envelhece

    Tem uma frase que eu repito em toda palestra e que resume esse primeiro C: o agente comum estuda destino. O Agente do Futuro estuda o mundo.

    A diferença aparece na hora da conversa. O agente que só domina destino espera o cliente falar de viagem pra ter o que dizer. O agente que estuda o mundo já tem ângulo pra qualquer assunto que apareça — vinho, arquitetura, uma série, um esporte — e é assim que ele descobre o que a pessoa realmente quer antes de ela mesma saber explicar. Curiosidade não é hobby. É matéria-prima de venda consultiva.

    Tem um nome pra esse perfil, e ele veio da McKinsey nos anos 1990, popularizado por Tim Brown, da IDEO: o profissional em T. A barra vertical é a sua profundidade. No seu caso, turismo — fornecedor, destino, malha, tarifa. A barra horizontal é a sua amplitude: IA, dados, comportamento humano, narrativa.

    Quem só tem profundidade é copiado pela IA, porque expertise estreita é exatamente o que ela reproduz bem. Quem só tem amplitude é genérico e não diferencia nada. O “T” é o insubstituível, porque conectar áreas diferentes continua sendo o que a máquina não faz sozinha.

    É assim que eu vejo a minha própria carreira. Vinte e cinco anos sempre no turismo, a barra vertical, cruzados com fotografia, programação, feira de varejo, feira de franquia — coisas que não são a minha área e que são justamente por isso que eu resolvo problema no turismo que muita gente do turismo não resolve.

    Pergunta 1: eu aprendo alguma coisa fora do turismo toda semana, e consigo conectar isso a um cliente real?

    2. Contexto: o iceberg embaixo do prompt

    Esse é o teste que eu faço no palco, e que você pode rodar agora, com um cliente real seu.

    Abra a IA e peça: “monta um roteiro romântico de doze dias na Itália pra um casal de bodas de cristal.” Dezessete palavras. Leia a resposta.

    Agora peça de novo, na mesma IA, no mesmo dia. Só que dessa vez descreva o casal: idade, tempo de casamento, gosto cultural, restrição alimentar, faixa de orçamento. Diga qual é o objetivo da viagem e o que eles não querem. Liste duas ou três viagens anteriores e o que funcionou em cada uma. Peça três versões com diferenças explícitas — uma mais cultural, uma mais gastronômica, uma mais lenta — e um momento wow por dia, justificado pela personalidade do casal. Vai dar umas trezentas e poucas palavras.

    Compare as duas respostas lado a lado. A primeira tem cara de post de blog. A segunda tem cara de proposta de agente sênior. Mesma máquina, mesmo modelo, mesmo dia.

    A diferença não está na IA. Está no que você deu pra ela.

    O prompt é a ponta. O contexto é o iceberg. E dado não é cadastro: nome e CPF é cadastro, dado é ingrediente. Ingrediente nenhum faz o prato sozinho, mas sem ele não tem prato.

    Só que esse contexto precisa morar em algum lugar. Não na sua cabeça, não no grupo de WhatsApp, não na memória da vendedora que saiu ano passado. A McKinsey mostra que as empresas que mais crescem tiram cerca de 40% a mais da sua receita de personalização do que as lentas — e que personalizar bem costuma levantar a receita entre 10% e 15%, chegando a 25% nos melhores casos.

    Pergunta 2: eu registro o porquê de cada cliente, não só o para onde — e isso mora num lugar que sobrevive à minha memória?

    3. Comunidade: a vantagem composta que não aparece no balanço

    Esse é o C que eu mais vejo agente subestimar, e o número que explica por quê está no Censo ABAV 2025 mostra que 27,5% das agências associadas à ABAV são tocadas só pelo dono. É muita gente decidindo sozinha, sem par pra conferir a decisão. E olha de novo a lista do WEF: curiosidade, liderança, empatia, orientação ao serviço. São exatamente as competências que ninguém desenvolve lendo sozinho.

    Comunidade deixou de ser enfeite e virou infraestrutura. O agente solo não fica pra trás por falta de talento. Fica porque repete os mesmos métodos e os mesmos erros, sem ninguém do lado pra apontar. Quem troca caso real com um par toda semana descobre em quinze minutos o que levaria seis meses pra aprender errando sozinho — e isso não custa consultoria nem curso novo, custa disposição de mostrar o problema pra alguém.

    Pergunta 3: eu tenho com quem dividir uma decisão difícil de agência esta semana — e eu contribuo, ou só consumo?

    4. Código: operar a IA, não abrir a IA

    “Testei IA e não gostei” é a frase que eu mais ouço no corredor depois da palestra. E quando eu peço pra pessoa me mostrar como testou, o roteiro costuma ser o mesmo: abriu o ChatGPT na versão grátis, digitou uma linha, leu a resposta, achou genérica e fechou a aba.

    Isso é julgar uma Ferrari pelo som da chave girando. É confundir abrir uma IA com operar uma IA — e não é a mesma coisa, nem chega perto.

    Código, aqui, não é programação. É a disciplina de operar IA com método: stack definida, prompt com contexto, fluxo que se repete toda semana. O Agente do Futuro não é quem entende a teoria. É quem liga a IA toda manhã e tira mais valor dela em uma hora do que outro tira em uma semana.

    E o retorno tem tamanho. O estudo de Harvard com o BCG (Dell’Acqua et al., 2023) mediu profissionais de conhecimento trabalhando com e sem IA: quem usou entregou cerca de 12% mais tarefas, 25% mais rápido, e com aproximadamente 40% mais qualidade avaliada.

    IA não é sobre cortar gente. É sobre devolver tempo. E o tempo devolvido é o que você reinveste em relacionamento, julgamento e presença — que é onde está o dinheiro.

    A boa notícia é que a stack de entrada é barata e, em boa parte, gratuita: ChatGPT, Claude ou Gemini pra escrever e raciocinar; NotebookLM pra estudar destino; planilha ou CRM pros dados; Canva pra marca. Tudo isso roda no computador, no celular ou no tablet. Comece por uma ferramenta — a que resolve o seu maior gap hoje.

    Pergunta 4: eu tenho um fluxo semanal em que a IA me poupa horas de trabalho repetitivo, ou eu só abro a IA quando lembro?

    5. Caráter: o pilar que a IA não copia

    Caráter, no sentido que interessa aqui, é o conjunto de comportamentos profissionais que definem como você age quando ninguém está olhando, quando ninguém está medindo, e quando o jogo fica difícil.

    Na prática de agência, isso tem endereço. É cumprir o prazo do voucher toda vez, e não só quando dá. É explicar antes o que vai incomodar depois — a cobrança que aparece parcelada no cartão, a conexão apertada, a taxa que o cliente não esperava — em vez de torcer pra ele não perceber. É atender pessoalmente quando o problema é grande demais pra um e-mail. E é honrar o erro que não foi seu quando quem sente na pele é o cliente, porque ele não paga pela bagunça que não criou.

    A IA tem código. Tem contexto. Tem até uma forma de curiosidade. Mas em 2026 ela não senta na frente de um cliente irritado pra pedir desculpa olhando no olho, e não assume um prejuízo que não era dela pra proteger uma relação. Esse é o pilar que a máquina não copia — e é justamente o que fica valendo mais à medida que todo o resto vira commodity.

    Caráter também tem uma camada prática que muita gente ignora: personalização exige dado, e dado exige transparência sobre coleta e uso, consentimento explícito e segurança de verdade. LGPD não é burocracia, é respeito. Num mercado onde a IA vira commodity, confiança deixa de ser só ética e vira vantagem competitiva.

    Pergunta 5: eu cumpro o que prometo, no prazo, toda vez — e cobro pelo valor que entrego, sem culpa?


    Achou a sua pergunta mais fraca? Esse é o seu gargalo. Não tente levantar os cinco ao mesmo tempo. Pega só esse, essa semana. É exatamente assim que eu fecho a palestra: com um C escolhido e uma ação pra segunda-feira.

    Como os 5 Cs viram operação

    Os cinco Cs não são cinco projetos separados. Numa agência que funciona, eles empilham em quatro camadas.

    1. O dossiê do cliente. História, preferências e gatilhos registrados antes da primeira conversa, num lugar que não é a sua cabeça. É o Contexto.
    2. A IA nos bastidores. Responde com consistência, sugere o momento wow, audita a viagem antes do embarque atrás da conexão curta e do documento que falta. É o Código.
    3. A tecnologia que o viajante vê. Documentos, reservas e roteiro no bolso dele, durante toda a viagem, com a marca da agência.
    4. Você. A camada que só gente faz: escutar, antecipar, surpreender, dar a cara quando dá problema. É o Caráter.

    E aqui mora uma regra que eu repito em toda palestra. Existe a tecnologia que o cliente não vê, embaixo do capô, e a tecnologia que o cliente vê, na mão dele. As duas só se justificam se apontarem pra um de dois lugares: a experiência do cliente ou a qualidade do seu processo. Tecnologia que não serve a nenhum dos dois é firula. Custa dinheiro, custa atenção e não devolve nada.

    Nenhuma das três primeiras camadas funciona sem a quarta. E a quarta não escala sem as três primeiras. É por isso que “contratar IA” não resolve nada sozinho, e é por isso que só caprichar no atendimento também não segura mais.

    O que a sua plateia leva quando eu subo no palco

    O Agente do Futuro não é uma palestra sobre ferramenta. Demonstração de ferramenta envelhece em seis meses e vira tutorial. Essa palestra é sobre posicionamento: onde a IA muda o jogo de quem vende viagem, e onde ela não chega.

    O formato padrão é um keynote de 40 minutos a 1 hora, com dado na tela, história real ao lado e demonstração prática de IA quando o evento pede. Eu calibro o conteúdo depois de uma conversa curta sobre público, objetivo e tempo de palco — porque a versão que funciona numa convenção de rede não é a que funciona numa capacitação de trade municipal.

    Onde ela costuma render mais:

    • Feiras e congressos de turismo, como abertura ou keynote principal
    • Convenções de redes, franquias e operadoras, com a base de agentes parceiros
    • Destinos, CVBs e secretarias de turismo, na capacitação do trade local
    • Universidades e cursos, em aula magna e formação

    O que a plateia leva pra casa é sempre a mesma coisa: a tese, os 5 Cs e um próximo passo concreto. Nunca a sensação de que “a IA vai mudar tudo”, que é justamente o que ela já ouviu em todos os outros palcos.

    Eu falo de IA no turismo de dentro do turismo, não de fora. São 25 anos de setor — companhia aérea, operadora, agência, corporativo, luxo — e mais de 200 palestras e treinamentos. É essa diferença que um contratante sente já na conversa de briefing.

    Pra levar a palestra pro seu evento: me chame direto em daniel@turbox.me ou pela página de palestras em turbox.me/palestras. A conversa inicial leva 15 minutos e serve pra alinhar data, formato e perfil da plateia. Se você quer entrar direto na parte prática de contratação, escrevi sobre isso aqui.

    E se você é agente, e não quem contrata o palco?

    Então essa parte é pra você.

    Toda vez que eu desço do palco, eu aprendo a mesma coisa: sessenta minutos não mudam a rotina de ninguém. Estar presente uma vez não basta. Quem quer continuar a conversa precisa de um lugar onde ela acontece toda semana — e é por isso que a Agentes do Futuro existe.

    É a rede onde donos e equipes de agência se atualizam juntos, com cinco espaços: o Saguão pra troca do dia a dia, a Sala de Embarque organizada por temas, a Universidade pra formação estruturada, o Laboratório de IA pra mão na massa com prompts já testados no turismo, e a Diretoria, fechada só pra donos discutirem margem e decisão difícil sem ruído. Tudo no computador, no celular ou no tablet. Os planos são Start, Pro e Elite.

    E tem uma parte que quase ninguém sabe: a comunidade já vem inclusa na Suite Meu Agente, no nível correspondente ao seu plano. Não é upsell, é bônus.

    A Suite é a infraestrutura das quatro camadas lá de cima. O App Meu Agente existe desde 2017, é premiado internacionalmente — Top 10 dos melhores apps de viagem da Apple, PhoCusWright, Webby Awards — e hoje é usado por mais de 420 agências pra entregar roteiro e voucher com a marca da própria agência. O Meu Agente 360 é o CRM que dá casa pro contexto: acompanha embarques, organiza as tarefas da equipe, mede satisfação com NPS analisado por IA e transforma indicação em cliente novo.

    Se quiser começar por aí, o teste é de 14 dias em meuagente.com — entra no App, no 360 e na comunidade de uma vez só.

    E o livro

    O Agente do Futuro também é um livro, que eu estou terminando de escrever. Ele desenvolve os 5 Cs em profundidade, com um capítulo pra cada, e organiza tudo num modelo que eu chamo de Context-First — a ideia de que o contexto vem antes da ferramenta, sempre.

    Não vou tentar resumir aqui o que precisa de capítulos, porque seria desonesto com quem vai ler. O que cabe é o convite: quando o livro sair, quem estiver na comunidade Agentes do Futuro vai saber primeiro.

    O que levar dessa leitura

    • A tecnologia não veio substituir gente. Veio substituir quem trabalha no automático. São três grupos, não dois: quem opera a IA, quem é operado por ela, e quem some.
    • “Isso aqui tá bom?” é convite, não ameaça. Mais da metade dos viajantes já usa IA na viagem, mas só 2% deixariam a máquina reservar e pagar sozinha.
    • A brecha é humana. Das dez competências mais valorizadas pelo WEF até 2030, nove são humanas. E 44% dos boomers ainda querem um agente pra montar a viagem inteira.
    • Viagem virou identidade. A era do “you” pede curadoria, não pacote pronto.
    • O prompt é a ponta, o contexto é o iceberg. Mesma IA, contextos diferentes, resultados incomparáveis.
    • IA devolve tempo. Harvard e BCG mediram ~12% mais tarefas, 25% mais rápido e ~40% mais qualidade. O tempo devolvido volta pro relacionamento.
    • Comunidade virou infraestrutura. 27,5% das agências associadas à ABAV são tocadas só pelo dono.
    • Seja o profissional “T”. Profundo em turismo, amplo em tecnologia e comportamento humano.
    • Comece pelo seu C mais fraco. Um só, essa semana. Não os cinco.
    • Em qual grupo você quer estar? Dos cem, onze ficam pra trás. Ler não basta; o que conta é o que você faz na segunda.

    Fontes

    • World Economic Forum. Future of Jobs Report 2025. Publicação · Capítulo 3, Skills Outlook · Digest
    • Booking.com. The Era of YOU: Travel Predictions 2026 (29.733 respondentes, 33 países, jul-ago/2025). Release
    • McKinsey & Company e Skift Research. Remapping Travel with Agentic AI, 2025. Link
    • McKinsey & Company. The Way We Travel Now, 2024. Link
    • McKinsey & Company. The Value of Getting Personalization Right — or Wrong — Is Multiplying. Link
    • Dell’Acqua, F. et al. Navigating the Jagged Technological Frontier (Harvard Business School + BCG), 2023. Link
    • Phocuswright. Search Slips, AI Surges, 2025. Link
    • Expedia. Unpack ’25 Travel Trends. Link
    • Censo ABAV 2025, via Brasilturis (10/out/2025). Link
  • Claude Opus 5: o que o novo modelo da Anthropic muda para quem vende viagem

    Claude Opus 5: o que o novo modelo da Anthropic muda para quem vende viagem

    Em 30 segundos: na sexta-feira, 24 de julho de 2026, a Anthropic lançou o Claude Opus 5. Traduzindo do idioma técnico para o nosso: chegou uma inteligência artificial quase tão boa quanto a mais avançada da casa, custando metade do preço, com menos travas e com uma característica que interessa demais a quem monta roteiro e proposta. Ela confere o próprio trabalho antes de entregar. Abaixo eu explico o que mudou, quanto custa, onde você acessa, o que isso significa para os dados do seu cliente e o que dá pra fazer com isso já nesta semana.

    O que aconteceu, sem tecniquês

    A Anthropic, empresa que faz o Claude, colocou no ar a nova versão do seu modelo mais parrudo. O nome é Claude Opus 5.

    Pra você entender a lógica da casa: eles têm uma família de modelos com nomes diferentes, cada um com um perfil. Tem o topo de linha, tem o intermediário, tem o rápido e barato. O Opus sempre foi o cavalo de batalha, aquele que você usa no dia a dia quando o trabalho é sério.

    O que a própria Anthropic diz no anúncio é direto: o Opus 5 chega perto da inteligência do modelo mais avançado deles, o Fable 5, custando metade do preço. E em várias provas técnicas ele passa na frente até de modelos maiores.

    Deixa eu traduzir isso pra realidade de uma agência de viagens. Você tinha uma opção cara pra trabalho pesado e uma barata pra tarefa simples. Agora a opção do meio ficou boa quase igual à cara. É como descobrir que a categoria intermediária do hotel tem quase a mesma vista da suíte, pela metade da diária.

    O que mais importa pra agência: a IA que confere o próprio trabalho

    Se você guardar uma coisa só deste post, guarde esta. A Anthropic afirma que o Opus 5 ficou “muito mais forte em verificar o próprio trabalho e insistir com cuidado até conseguir”.

    Parece detalhe técnico. Não é. É o fim do maior problema que eu vejo agente ter com IA.

    Sabe quando você pede um roteiro, a IA entrega bonito, você lê rápido, acha ótimo, manda pro cliente, e só depois percebe que o museu está fechado na segunda ou que o voo de conexão é impossível? O modelo antigo entregava e ficava quieto. Esse novo tende a revisar antes de te devolver.

    O anúncio traz um exemplo que ilustra bem. Deram ao modelo um desenho técnico de uma peça e pediram pra reconstruí-la em 3D, mas sem dar a ele nenhuma forma de enxergar o desenho. Em vez de desistir ou inventar, ele construiu sozinho uma ferramenta pra ler a imagem pixel por pixel e aí resolveu a tarefa. Nenhum modelo concorrente conseguiu, mesmo com cinco tentativas.

    Tem também um caso mais próximo do nosso mundo. O CEO da Zapier, empresa de automação, contou que o Opus 5 pegou uma planilha crua de saúde de clientes e rodou sozinho uma sequência inteira de prevenção de cancelamento: apontou as contas em risco, avisou a pessoa responsável e resumiu tudo para o time de retenção. Os modelos anteriores não davam conta. Esse fez 100%.

    Troca “contas em risco” por “clientes que viajaram há mais de um ano e sumiram” e você já entendeu onde isso te serve.

    Quanto custa e onde você acessa

    Aqui as informações que valem pro seu bolso, direto do anúncio oficial.

    Se você usa o Claude pelo site ou aplicativo, funciona assim: o Opus 5 virou o modelo padrão do plano Max e é o modelo mais forte disponível no plano Pro. Ou seja, boa parte de quem já paga assinatura ganhou acesso sem fazer nada.

    Se a sua agência de viagens usa a IA por trás de alguma automação (o que os desenvolvedores chamam de API), o preço é de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de saída. É o mesmo preço da versão anterior, o Opus 4.8, com desempenho bem melhor. Token, pra simplificar, é o pedacinho de texto que a IA lê e escreve. Um milhão deles dá muita conversa.

    Existe ainda um modo turbo, o Fast, que roda cerca de 2,5 vezes mais rápido pelo dobro do preço. Útil quando velocidade vale mais que economia.

    E os dados do meu cliente ficam guardados?

    Essa pergunta apareceu bastante nas últimas semanas, e ela merece uma resposta honesta, porque tem muita informação torta circulando.

    A Anthropic criou uma regra de retenção de 30 dias para uma categoria específica de modelos, os chamados modelos cobertos, que são os mais poderosos da casa. Nesses casos, o que entra e o que sai fica guardado por 30 dias para análise de segurança.

    Duas coisas importantes, e as duas estão na documentação oficial deles.

    Primeira: o Opus 5 não entra nessa regra. O anúncio diz, com todas as letras, que ele não tem exigência de retenção de dados no acesso geral.

    Segunda, e essa vale pra maioria de vocês: essa política de 30 dias nunca atingiu os planos de consumo. Quem usa Claude Free, Pro ou Max já tinha os dados retidos pelas regras normais do serviço, e nada mudou. A regra dos 30 dias foi desenhada para empresas que tinham contrato de retenção zero, coisa de operação corporativa grande.

    Agora a parte que ninguém te conta e eu vou contar. Nada disso substitui a sua responsabilidade com a LGPD. Se você joga o passaporte, o CPF e o cartão do seu cliente numa IA, a discussão deixa de ser sobre a política da empresa americana e passa a ser sobre o seu dever com o dado de quem confiou em você. Minha regra, que eu repito em toda palestra: dado sensível de cliente não entra em prompt. Contexto entra, documento pessoal não.

    Por que a IA às vezes se recusa a responder (e o que mudou nisso)

    Você já deve ter batido nisso: pede algo aparentemente inofensivo e a IA trava, dá uma resposta evasiva ou simplesmente recusa.

    Isso acontece porque esses modelos têm classificadores de segurança, uma espécie de porteiro que barra pedidos que pareçam perigosos. O problema é que o porteiro às vezes é zeloso demais e barra gente honesta. Uma reportagem do TechCrunch, publicada um dia antes do lançamento, mostrou justamente isso: pesquisadores legítimos de segurança reclamando que passam mais tempo negociando com o modelo do que trabalhando.

    No Opus 5 a Anthropic afrouxou a mão. A expectativa deles é que essas travas sejam acionadas cerca de 85% menos vezes do que no Fable 5. As restrições que continuam são as pesadas mesmo, ligadas a ataque cibernético, coisa que nenhum de nós vai fazer montando um roteiro pra Disney.

    E tem uma mudança prática ótima. Antes, quando o porteiro barrava, você levava um erro na cara. Agora, no site do Claude e nas ferramentas da casa, o pedido barrado é redirecionado automaticamente para um modelo anterior, o Opus 4.8, e você recebe uma resposta funcional em vez de uma porta fechada. Quem usa a IA dentro de automação pode ligar esse mesmo comportamento, que está em teste.

    O que fazer com isso na prática esta semana

    Não precisa virar a mesa. Três movimentos simples:

    1. Confira qual modelo você está usando. Se você paga Claude Pro ou Max, abra e veja se está no Opus 5. Muita gente paga por uma ferramenta boa e usa a versão fraca dela por pura falta de conferência.

    2. Refaça um trabalho antigo com o modelo novo. Pegue um roteiro complexo que você montou com IA há uns meses, rode de novo e compare. Não é curiosidade, é calibragem. Você precisa saber, com os seus olhos, o quanto a régua subiu.

    3. Teste a característica nova, não a ferramenta. Em vez de pedir “monte um roteiro de 7 dias em Portugal”, peça: “monte o roteiro e depois revise seu próprio trabalho procurando conflito de horário, dia de fechamento de atração e deslocamento impossível. Me mostre o que você corrigiu”. É aí que o Opus 5 brilha, e é aí que ele te economiza vergonha na frente do cliente.

    O que isso não é

    Agora o contraponto, porque post de IA sem contraponto é propaganda.

    Nada disso monta a viagem no seu lugar. Os testes que a Anthropic divulgou são majoritariamente de programação, automação e trabalho de conhecimento. Não existe teste de “montar lua de mel na Toscana para casal que odeia multidão”. Esse continua sendo você.

    O que mudou foi o tamanho do rascunho que a máquina te entrega e a confiança que você pode ter nele. Continua sendo rascunho. Quem preenche a lacuna, quem conhece o cliente e quem assume o risco da recomendação é o agente. Ferramenta melhor não elimina o profissional. Ela só amplia a distância entre quem opera bem e quem não opera.

    Perguntas frequentes

    O que é o Claude Opus 5?

    É a nova versão do modelo Opus, da Anthropic, lançada em 24 de julho de 2026. Segundo o anúncio oficial, ele chega perto da inteligência do modelo mais avançado da empresa, o Fable 5, pela metade do preço, e passa à frente de outros modelos em testes de programação e trabalho de conhecimento.

    Quanto custa o Claude Opus 5?

    No uso via API, custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de saída, o mesmo preço da versão anterior. Existe um modo Fast, cerca de 2,5 vezes mais rápido, pelo dobro do preço. Quem usa o Claude por assinatura tem acesso a ele como modelo padrão no plano Max e como modelo mais forte no plano Pro.

    Vale a pena para uma agência de viagens pequena?

    Vale, se você já usa IA para escrever proposta, montar roteiro ou organizar informação. A vantagem principal não é velocidade, é qualidade de revisão: o modelo verifica o próprio trabalho antes de entregar, o que reduz erro bobo em material que vai para o cliente. Se você ainda não usa IA na rotina, comece pelo básico antes de se preocupar com qual versão está usando.

    Os meus dados e os do meu cliente ficam guardados?

    O Opus 5 não tem exigência de retenção de dados no acesso geral, segundo a Anthropic. A política de retenção de 30 dias vale para outra categoria de modelos e atinge organizações com contrato de retenção zero, não os planos de consumo. Ainda assim, a responsabilidade com a LGPD é sua: evite colocar documento pessoal de cliente dentro de qualquer prompt.

    Por que a IA às vezes recusa um pedido meu?

    Porque existem classificadores de segurança que barram pedidos que parecem arriscados, e eles às vezes erram para o lado conservador. No Opus 5 a expectativa da Anthropic é que essas travas sejam acionadas cerca de 85% menos vezes do que no modelo mais restritivo da família. E, quando barram, o pedido agora costuma ser redirecionado para outro modelo em vez de simplesmente falhar.

    Preciso trocar de ferramenta por causa disso?

    Não necessariamente. Se você já usa Claude, provavelmente ganhou o modelo novo sem fazer nada. Se usa outra IA e está satisfeito com o resultado, não troque por moda. Troque quando sentir a dor: resposta rasa, erro recorrente, retrabalho. A pior decisão é ficar pulando de ferramenta sem nunca dominar nenhuma.

    Pra fechar

    Eu acompanho esse mercado há tempo suficiente pra saber que anúncio de modelo novo vira poeira em duas semanas. O que não vira poeira é o padrão por trás dele.

    E o padrão aqui é claro: as ferramentas estão ficando boas em conferir o próprio trabalho. Isso empurra o valor do nosso ofício ainda mais pra cima, pro lugar onde a máquina não chega, que é conhecer gente, entender contexto e assumir responsabilidade por uma recomendação.

    A tecnologia continua fazendo o rascunho cada vez melhor. A assinatura continua sendo sua.

    Daniel Turbox


    Fontes consultadas:


  • 5 movimentos práticos das agências de viagem que crescem com IA

    5 movimentos práticos das agências de viagem que crescem com IA

    Em 30 segundos: depois de 25 anos no trade brasileiro, eu defendo cinco movimentos que separam a agência de viagens que cresce da que patina. Reorganizar a operação com IA e método, sair da guerra de preço para um nicho, montar uma equipe híbrida que retém gente boa, construir funil de cliente recorrente e se conectar com pares. Aqui vai a lógica de cada um, o dado real quando existe, e uma ação pra você testar essa semana. Isto é opinião defensável, não pesquisa. Quando há número, ele vem com fonte.

    O que este post é, e o que não é

    Vou ser direto. Isto não é uma pesquisa. Eu não fiz survey com cinco mil agências nem cruzei base de dados de ninguém. O que tenho é leitura de mercado depois de 25 anos no turismo e observação do que vejo nas mais de 420 agências que usam o App Meu Agente.

    São cinco movimentos. Cada um com a lógica por trás, o dado real disponível e uma ação concreta pra você tentar nos próximos dias.

    Antes deles, o cenário, só com número que dá pra checar.

    O CADASTUR, registro do Ministério do Turismo, tinha 49.829 agências de viagem no começo de 2025, o maior grupo entre os prestadores de serviço turístico do país. O setor segue formalizando: o número de agências cresceu cerca de 34% entre 2023 e 2025. E o perfil é claro no Censo ABAV 2025: 27,5% das agências são tocadas só pelo dono, e 44% têm de duas a quatro pessoas. A maioria é micro.

    No lado da tecnologia, a FGV IBRE mediu que 39% das empresas brasileiras já usam IA com regularidade. A ferramenta chegou. A pergunta agora é outra: como agência de viagens usa IA pra crescer, e não só pra impressionar. É disso que tratam os cinco movimentos.

    Movimento 1: reorganizar a operação com IA, não só “usar o ChatGPT”

    O primeiro movimento é parar de tratar IA como mágica de ferramenta e começar a tratar como reorganização de processo.

    Quase todo conteúdo do setor ainda fala “usa o ChatGPT pra montar roteiro” e para por aí. Na minha leitura, não é assim que o resultado se sustenta. As agências que vejo avançando de verdade pegaram tarefas repetitivas, padronizaram com prompts próprios, mudaram o fluxo de trabalho e treinaram a equipe. IA dentro do processo, não solta.

    Isso bate com o estudo “Impactos da inteligência artificial nas agências de viagens”, publicado na Revista de Turismo Contemporâneo (UFRN) em 2025 por pesquisadoras da UFPB. Ouvindo agentes brasileiros, a pesquisa mostra que o uso de IA é bem aceito, mas que as ferramentas ainda precisam se encaixar no fluxo real da agência, principalmente no pós-venda.

    Ação pra esta semana: escolha três tarefas que a sua equipe repete toda semana e que poderiam ter um prompt mestre. Resposta inicial de cliente, orçamento detalhado, follow-up entre etapas. Escreva um prompt bom pra cada uma, teste por cinco dias e meça o tempo antes e depois. Se cair de forma clara, padronize pro time inteiro.

    Movimento 2: sair da guerra de preço e assumir um nicho

    O segundo movimento é deixar de ser “agência de viagem” e virar “agência de um tipo de viagem pra um tipo de gente”.

    Competir com OTA em “viagem mais barata” é entrar na guerra que o setor já perdeu. Volume de massa não é mais o nosso jogo. O Censo ABAV 2025 mostra para onde o mercado está indo: consolidação dos nichos premium, com menos volume e ticket maior. E as agências seguem no centro da distribuição. Um relatório da Amadeus divulgado pela PANROTAS apontou que o canal indireto (OTAs, agências de lazer e agências corporativas somadas) respondeu por 43,7% do inbound para o Brasil em 2025. Quem entende de gente e de destino ainda move quase metade do fluxo.

    O nicho pode ser um perfil de cliente (famílias, casais maduros, viajante solo), um tipo de viagem (lua de mel, luxo, religiosa, gastronômica, ecoturismo) ou uma geografia (Disney e Orlando, Europa Oriental, Polinésia). Especializar parece arriscado, eu sei. Dá a sensação de “perder” cliente. Mas o risco de verdade é continuar sendo a agência de tudo num mercado onde tudo virou commodity.

    Ação pra esta semana: liste os últimos dez clientes que fecharam com você e olhe o que eles têm em comum. Perfil, tipo de viagem, faixa de ticket. Se três ou mais repetem um padrão, você já tem um indício de nicho natural. Não precisa fechar o cardápio amanhã. Dá pra testar por 90 dias.

    Movimento 3: montar uma equipe híbrida que segura gente boa

    O terceiro movimento é o que quase ninguém quer encarar: o turismo paga mal frente a outras indústrias, e você perde gente boa pro varejo, pra tech, pra qualquer empresa que pague mais.

    Você não vai ganhar essa disputa só no salário. Mas dá pra ganhar com outra estrutura. O que vejo as agências mais organizadas fazendo é uma combinação. Parte fixa mais parte variável atrelada a meta clara. Investimento de verdade em capacitação, daquele tipo que faz a pessoa sentir que está aprendendo algo que vale no currículo dela. Equipe tratada como protagonista, que decide junto e tem voz na reunião. E reconhecimento público frequente, o elogio na frente dos outros, o certificado publicado, a venda celebrada.

    Não é teoria bonita de RH. É o que segura gente em mercado difícil. Salário digno é a base. Sentido segura o resto.

    Ação pra esta semana: marque 30 minutos com cada pessoa da equipe e faça uma pergunta só: “o que faria você ficar mais um ano feliz aqui?”. Ouça sem rebater e anote tudo. Em duas semanas você terá o mapa do que precisa mudar pra parar de perder gente.

    Movimento 4: construir um funil de cliente recorrente

    O quarto movimento muda a conta do negócio inteiro, e a maioria das agências ignora: cliente não é evento único.

    Quem vê o cliente como “vendi, fechou, próximo” deixa dinheiro na mesa. Cliente que viajou bem com você tende a viajar de novo, desde que você lembre dele e cuide. O que as agências bem estruturadas fazem é simples de descrever e poderoso de aplicar:

    • Pós-viagem com intenção: uma mensagem na semana seguinte à volta, perguntando como foi, capturando feedback e pedindo indicação enquanto a memória boa está fresca.
    • Comunicação personalizada: com base em onde a pessoa já foi, sugerir o próximo destino que conversa com o gosto dela.
    • Gesto de aniversário: uma mensagem sua, com uma cortesia pequena na próxima viagem. Cortesia, não desconto agressivo.
    • Reativação de inativo: quem viajou há mais de um ano e sumiu recebe uma mensagem pessoal, sem oferta empurrada, só retomando a relação.

    Boa parte disso já dá pra preparar com IA. O texto sai pronto, você revisa, ajusta dois detalhes e manda. Tecnologia cuidando da logística pra você cuidar do vínculo.

    Ação pra esta semana: liste quem viajou com você nos últimos 12 meses e ainda não voltou. Escolha dez e mande uma mensagem pessoal pra cada um, uma a uma, perguntando como foi a viagem. Não tente vender. Só escute. Em três semanas, é provável que pelo menos uma vire conversa comercial.

    Movimento 5: se conectar com pares

    O quinto é o mais subestimado de todos. Tudo o que falei até aqui você consegue implementar sozinho?

    Tecnicamente, sim. De forma sustentável, na minha experiência, não.

    Cada uma dessas decisões vem com cinquenta dúvidas e dez jeitos de errar. E o dono solo de agência, que segundo o Censo ABAV é o caso de 27,5% das agências do país, não tem a quem perguntar. Decide no escuro, erra mais e paga caro pelo erro.

    Por isso o quinto movimento é estar conectado com pares. Outros donos, outras equipes, gente fazendo isso agora e disposta a contar o que deu certo e o que não deu. Não é grupo de WhatsApp aleatório, que vira ruído em um mês. É troca com método. Eu defendo essa tese há tempos, e foi por ela que construí a comunidade Agentes do Futuro, com plataforma própria pro agente brasileiro. Se entrar nela, ótimo. Se entrar em outra, também. Só não tente sustentar essa transformação toda sozinho.

    Ação pra esta semana: escolha três donos de agência que você admira, mesmo que de longe, e mande uma mensagem genuína propondo uma conversa de trinta minutos pra trocar ideia sobre tecnologia e gestão. Se um dos três vingar, você já começou a sua rede.

    Como os cinco movimentos se conectam

    Olhando os cinco juntos, aparece um padrão.

    Os três primeiros são internos: IA na operação, posicionamento e equipe são coisas que você ajusta dentro de casa. O quarto é a fronteira com o cliente, a relação que já existe e você passa a cultivar. O quinto é externo, a sua conexão com quem vive o mesmo que você.

    Quase todo dono que conheço faz dois ou três desses bem. Na minha leitura, o que separa quem vai crescer de quem vai patinar é fazer os cinco juntos, com método. Um puxa o outro.

    Perguntas frequentes

    Como uma pequena agência de viagens pode começar a usar IA hoje?

    Comece com três prompts mestres pra tarefas repetitivas: resposta inicial de cliente no WhatsApp, redação de proposta detalhada e follow-up entre etapas de venda. Ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini resolvem bem. Uma atenção importante: desde 15 de janeiro de 2026, o WhatsApp passou a barrar provedores cuja função principal é a própria IA, mas os chatbots que usam IA dentro de uma operação de atendimento ou vendas seguem permitidos. Na prática, você pode usar IA dentro do seu fluxo, sem expor a IA crua direto ao cliente.

    Vale a pena ainda abrir uma agência de viagens?

    Vale, com clareza de nicho desde o começo. O CADASTUR mostra que o número de agências cresceu cerca de 34% entre 2023 e 2025, então o setor segue atraindo gente. Mas o Censo ABAV 2025 aponta concentração nos nichos premium, com menos volume e ticket maior. A agência genérica, que tenta vender tudo pra todo mundo, enfrenta a OTA na commodity. A agência que nasce em torno de um nicho específico tem caminho mais claro.

    A IA vai substituir os agentes de viagem?

    Na minha leitura, não substitui, mas muda o que o agente faz. Até o Google já disse isso: em entrevista à PANROTAS, a área de Viagens da empresa afirmou que a IA não substitui o agente, refina o papel dele. O estudo da UFRN com agentes brasileiros vai na mesma direção. Quem continuar fazendo cotação manual e copia-cola de pacote tende a ser substituído pela própria IA. Quem vira curador de experiência e gestor de relacionamento fica mais valioso, não menos.

    Qual o erro mais comum da agência de viagens hoje?

    Vejo dois. O primeiro é tentar competir em preço com OTA, o que aperta uma margem que já é estreita. O segundo é tentar implementar tecnologia sem ter com quem trocar, e desistir no primeiro obstáculo. Os dois se resolvem com método e com comunidade entre pares.

    Como reter funcionários em agência de viagens que paga pouco?

    Quatro coisas combinadas: parte variável atrelada a meta real, capacitação contínua de verdade, protagonismo nas decisões da agência e reconhecimento público frequente. Salário digno é a base, mas sentido segura mais que salário acima do mercado em qualquer indústria que paga pouco.

    O que é a comunidade Agentes do Futuro?

    É uma plataforma de comunidade construída sob medida pro agente brasileiro independente, dentro do ecossistema da Turbox. Diferente de grupos de WhatsApp, Discord, Skool ou Circle, que são genéricos, ela foi desenhada com o cotidiano do agente em mente. Reúne espaços de networking, capacitação, prompts de IA testados e uma sala fechada pra donos. A inscrição fica em agentesdofuturo.com.br.

    Pra fechar

    Nenhum desses cinco movimentos é novidade isolada. O que muda o jogo é fazer os cinco com método e ao mesmo tempo, em vez de ficar bom em dois e abandonar o resto.

    E o quinto existe pra sustentar os outros quatro. Decidir tudo sozinho, todo mês, é a forma mais cara de tocar uma agência. Você não precisa fazer isso sozinho.

    Daniel Turbox


    📋 Quer aplicar esses 5 movimentos sem montar tudo do zero?

    Os cinco movimentos funcionam, mas pedem estratégia documentada e ferramentas que apliquem essa estratégia no dia a dia. Foi pra isso que construí o Sistema Agência Organizada: assistentes que documentam a operação da sua agência em poucas horas, mais IAs executivas treinadas no seu contexto.

    • 🧠 Sócio Digital que toma decisões alinhadas à estratégia documentada (Movimento 1)
    • ✍️ Copywriter de Turismo que escreve no tom da sua marca (Movimento 2)
    • 🎯 Arquiteto de Experiências pra vendas consultivas e roteiros premium (Movimento 4)
    • 🛡️ Supervisor de Qualidade pra auditoria operacional antes do embarque

    R$ 1.297 (pagamento único), com 1 ano da Comunidade Agentes do Futuro Pro incluso. Garantia de 7 dias.

    → Conhecer o Agência Organizada

    Quer começar pelo Movimento 5 (conexão com pares)? Conhecer a Agentes do Futuro →


    Fontes consultadas:

    Brasil:


    Este post faz parte do cluster sobre comunidade e crescimento do blog turbox.me. Conteúdos relacionados: Por que a comunidade entre pares vai decidir o futuro das agências de viagem e como escolher o nicho da sua agência.

  • Por que a comunidade entre pares vai decidir o futuro das agências de viagem

    Por que a comunidade entre pares vai decidir o futuro das agências de viagem

    Em 30 segundos: depois de 25 anos vendo o trade brasileiro por dentro, eu defendo uma tese que pouca gente fala em voz alta. O futuro do agente independente não vai ser decidido por qual IA ele usa. Vai ser decidido por com quem ele troca. IA sozinha vira frustração. Grupo de WhatsApp vira bagunça em um mês. O que separa quem cresce de quem patina é a soma de tecnologia bem aplicada com troca constante entre pares. Ou seja: comunidade para agentes de viagem, no sentido sério da palavra.

    Vou defender essa ideia aqui, com os dados que encontrei e com o que vejo todo dia operando o ecossistema Meu Agente.

    O que quase todo guia de IA pro turismo esquece de dizer

    Quase tudo que circula no turismo brasileiro hoje trata a IA como resposta final. Usa o ChatGPT pra isso, automatiza aquilo, copia esse prompt. E faz sentido falar disso, porque a barreira de entrada caiu de verdade. A FGV IBRE mediu que 39% das empresas brasileiras já usam IA com regularidade, e o número sobe pra perto de 47% nas grandes. No mundo, a McKinsey aponta que 65% das empresas já usam IA generativa em ao menos uma área. A ferramenta está na mesa de todo mundo.

    Só que tem um detalhe que esse foco em ferramenta deixa de fora.

    Na minha leitura do setor, e isso é opinião baseada em conversa diária com dono de agência, o agente que tenta adotar IA sozinho desiste rápido. Não porque a tecnologia é difícil. É porque aprender qualquer coisa nova sem espelho cansa.

    Você cola um prompt, recebe uma resposta sem graça, e fica sem saber onde errou. Foi o prompt? Foi a expectativa? É assim mesmo? Não tem com quem comparar. Não tem outro agente do lado dizendo “olha, eu faço assim, funciona”.

    Isso aparece no único estudo acadêmico recente que li sobre o tema. A pesquisa “Impactos da inteligência artificial nas agências de viagens”, publicada na Revista de Turismo Contemporâneo (UFRN) em 2025 por pesquisadoras da UFPB, entrevistou dez agentes brasileiros sobre o uso real de IA. Nenhum deles enxergou a IA como ameaça ao próprio emprego, e a leitura de futuro foi positiva. Mas eles apontaram que boa parte das ferramentas ainda precisa amadurecer, principalmente no pós-venda. É estudo qualitativo, dez agentes, então não dá pra generalizar. Mesmo assim, casa com o que eu vejo.

    E o que eu vejo, rodando o ecossistema Meu Agente com mais de 420 agências ativas, é sempre o mesmo padrão. Quem adota IA com método e tem com quem trocar dúvida, avança. Quem tenta sozinho, trava.

    O agente brasileiro é micro, e isso muda tudo

    Pra dimensionar o assunto, vale olhar quem é a agência brasileira de verdade.

    O CADASTUR, registro oficial do Ministério do Turismo, tinha 49.829 agências de viagem cadastradas no começo de 2025. É o maior grupo entre os prestadores de serviço turístico do país, 27,67% do total. E o setor segue formalizando: o número de agências cresceu cerca de 34% entre 2023 e 2025.

    Agora o dado que realmente importa pra essa conversa. Segundo o Censo ABAV 2025, dentro do universo de agências associadas, 27,5% são tocadas só pelo dono, sem nenhum funcionário. Outras 44% têm de duas a quatro pessoas.

    Lê de novo. A esmagadora maioria é micro.

    É o dono que vende, atende, monta roteiro, cuida do caixa, posta no Instagram e ainda tenta entender IA. Tudo ao mesmo tempo. Esse é o profissional que o mercado manda “se reinventar com tecnologia”.

    Sem ninguém pra trocar, esse dono toma toda decisão importante sozinho. Contratar, demitir, trocar de operadora, investir numa ferramenta nova. Decisão tomada no escuro custa caro. E numa operação enxuta como essa, errar custa mais ainda.

    Por que grupo de WhatsApp não vira comunidade

    Você deve estar pensando: “Daniel, eu já tô em três grupos de WhatsApp com outros donos”.

    Eu sei. Quase todo mundo está. E, na minha observação (opinião, não dado), quase todos esses grupos viram bagunça em pouco tempo.

    Tem uma razão estrutural pra isso. O grupo típico de donos de agência tem entre 50 e 200 pessoas e dispara centenas de mensagens por semana. Boa parte é “bom dia” e corrente. O conteúdo bom afunda. Você não busca, não organiza, não recupera. A planilha que alguém mandou na terça já sumiu na sexta.

    O resultado é cruel: você acha que está conectado, mas está só recebendo notificação.

    E quando alguém propõe migrar pra Discord, Skool ou Circle, esbarra noutro muro. Discord assusta quem não é gamer. Skool e Circle são plataformas em inglês, sem contexto brasileiro e sem ninguém do turismo já lá dentro. Faltava um lugar feito pro agente brasileiro trocar de verdade.

    Comunidade para agentes de viagem ou curso: o que resolve o quê?

    Curso e comunidade resolvem coisas diferentes, e confundir os dois é um erro comum.

    O curso te ensina uma coisa específica num momento específico. Tem início, meio e fim. É vertical e pontual. Ótimo pra dominar um assunto fechado.

    A comunidade é outra natureza. Ela te dá ambiente contínuo de troca, suporte horizontal pras dúvidas que aparecem no meio do dia, e validação de decisão com gente que vive o mesmo problema que você. É horizontal e não acaba.

    Os dois convivem bem. Mas, quando o assunto é IA aplicada ao dia a dia, a comunidade ganha. Porque o problema do agente raramente é “não sei o que é um prompt”. O problema é “tentei aqui e não saiu como eu esperava, e agora?”. Essa pergunta não se responde com aula gravada. Se responde com par do lado.

    A presidente da Abav Nacional, Ana Carolina Medeiros, escreveu algo em 2025 que resume a tese maior por trás disso: “um roteiro automatizado pode indicar boas opções, mas não conhece a história da família que vai viajar”. O mesmo vale pra quem opera a agência. A IA indica o caminho. Quem calibra é gente, de preferência gente que troca com outra gente.

    O que eu construí: a Agentes do Futuro

    A tese ficou clara pra mim, então parei de só defender no palco e construí o veículo.

    A Agentes do Futuro é uma plataforma de comunidade feita sob medida pro agente brasileiro. Não é Discord adaptado nem Skool traduzido. É plataforma própria, desenhada com o cotidiano da agência em mente, conectada ao ecossistema Meu Agente.

    Ela tem espaços que cobrem desde a troca diária entre pares até a capacitação estruturada: o Saguão pro bate-papo, a Universidade pra formação, o Laboratório de IA pra mão na massa, e a Diretoria, um espaço fechado só pra donos discutirem margem e estratégia sem ruído. A lógica é simples. O atendente em início de carreira e o dono que decide o rumo do negócio cabem na mesma casa, cada um no espaço certo.

    Não é teoria minha de palestra. É a mesma infraestrutura que as agências do Meu Agente já usam por dentro.

    Como saber se isso faz sentido pra você

    Vou propor um teste rápido, de três perguntas. Responde com sinceridade.

    Primeira: quando você toma uma decisão de peso (contratar, demitir, trocar de operadora, investir numa ferramenta), você tem com quem conversar antes de bater o martelo?

    Segunda: quando você tenta algo novo com IA na agência e dá errado, você tem a quem perguntar?

    Terceira: quando sua equipe aprende algo, ela aprende só com você, ou aprende junto com gente que vive a mesma situação em outras agências?

    Se você respondeu “não tenho” ou “só comigo” em pelo menos duas, está faltando o ingrediente que nenhuma ferramenta entrega. E vale a pena a gente conversar.

    O que não vira commodity nos próximos cinco anos

    Pra fechar, deixo a parte que mais me interessa nessa história, e que ainda vejo pouca gente dizendo.

    A IA vai ficar mais barata e mais acessível. Vai virar commodity. Daqui a cinco anos, dizer que sua agência usa IA vai ter o mesmo peso que dizer que sua agência tem internet hoje. Diferenciação nenhuma. Inclusive o próprio Google já vem dizendo isso em alto e bom som: em entrevista à PANROTAS, a área de Viagens da empresa afirmou que a IA não substitui o agente, refina o papel dele.

    O que não vira commodity é relação humana. A agência que constrói comunidade de verdade, com cliente, com par, com fornecedor e com a própria equipe, fica com um ativo que nenhuma IA copia. E esse ativo não se compra pronto. Se constrói com método, com tempo e com troca constante.

    É por isso que eu acredito tanto nessa tese. E é por isso que parei de só falar dela e construí a Agentes do Futuro.

    Perguntas frequentes

    Agências de viagem vão acabar por causa da IA?

    Não. Mas o tipo de agência vai mudar. A que tenta competir com OTA no preço já vem perdendo espaço. A que se posiciona em curadoria, relacionamento e experiência personalizada vem crescendo, e o Censo ABAV 2025 reforça esse movimento ao mostrar a consolidação dos nichos premium. A IA acelera os dois lados: encurta a vida do modelo antigo e turbina o modelo novo.

    Como agências de viagem podem usar IA hoje?

    As aplicações que dão resultado real nas agências que acompanho são bem concretas: triagem inicial de cliente no WhatsApp, redação de propostas, descrição de roteiro em texto longo, follow-up educativo entre etapas da venda e personalização de e-mail por perfil. Vale ficar de olho numa regra nova: desde 15 de janeiro de 2026, o WhatsApp passou a barrar provedores cuja função principal é a própria IA (como o ChatGPT dentro do app), mas os chatbots que usam IA dentro de uma operação de atendimento ou vendas seguem permitidos.

    Qual a diferença entre comunidade e curso para agentes de viagem?

    Curso te ensina algo específico num momento específico. É vertical e pontual. Comunidade te dá ambiente contínuo de troca entre pares, suporte horizontal e validação de decisão com quem vive o mesmo problema. É horizontal e contínua. Os dois coexistem, mas resolvem necessidades diferentes: o curso fecha um assunto, a comunidade sustenta o dia a dia.

    Vale a pena pagar por uma comunidade para agentes de viagem?

    Depende do quanto você usa a troca. Uma comunidade boa te entrega pelo menos uma decisão melhor por mês, seja de contratação, de ferramenta ou de fornecedor. Se uma decisão melhor te poupa um custo ou fecha uma venda a mais, o investimento se paga várias vezes no ano. Se você não vai participar, qualquer valor é caro. É por isso que as comunidades sérias, a Agentes do Futuro inclusa, trabalham com garantia de 30 dias.

    O que diferencia a Agentes do Futuro de outras iniciativas do setor?

    Três coisas: plataforma própria, feita pro agente brasileiro (sem depender de Discord, Skool ou Circle), foco específico no agente independente do Brasil, e integração com o ecossistema Meu Agente. Existem outras boas iniciativas no mercado, com focos diferentes. A Aurea Travel Hub, por exemplo, lançada em abril de 2026 pela GSP Atlanta, é um núcleo de crescimento voltado a agências de luxo. Propósitos distintos, públicos distintos.

    Como entrar na Agentes do Futuro?

    A inscrição fica em agentesdofuturo.com.br. Os planos são Start, Pro e Elite, com garantia de 30 dias em qualquer um. O Start abre o networking e as lives; o Pro adiciona as gravações; o Elite inclui os cursos e a Sala da Diretoria, fechada só pra donos. Você escolhe o nível conforme o quanto quer se envolver.

    Pra fechar

    Eu poderia ter escrito mais um texto sobre qual IA usar. Tem muitos por aí, alguns meus. Mas a verdade que aprendi na prática é outra: a ferramenta nivela todo mundo, e o que sobra de diferença é humano.

    Decidir sozinho, todo mês, é a forma mais cara de tocar uma agência. Você não precisa fazer isso sozinho.

    Daniel Turbox


    🤝 Você não precisa fazer isso sozinho

    Eu mantenho a Agentes do Futuro, comunidade pra donos e equipes de agências de viagem brasileiras que querem crescer com IA, gestão e vendas. Plataforma própria, mentorias mensais comigo, biblioteca de prompts testados pra turismo, e o suporte entre pares que grupo de WhatsApp não entrega.

    • Start (R$ 497/ano): Saguão (networking) + lives ao vivo
    • Pro (R$ 997/ano): tudo do Start + todas as gravações
    • Elite (R$ 1.497/ano): tudo do Pro + Universidade (cursos) + Sala da Diretoria (só donos)

    → Conhecer a Agentes do Futuro · Garantia de 30 dias

    Já assina a Suite Meu Agente? A comunidade vem inclusa no seu plano, no nível correspondente. Ativar acesso →

  • IA no Turismo: Inteligência Artificial para Planejar Viagens

    IA no Turismo: Inteligência Artificial para Planejar Viagens

    IA no turismo: minha palestra sobre transformação estratégica

    No cenário atual, a ia no turismo deixa de ser apenas um recurso técnico para se tornar um diferencial competitivo. Com 24 anos de experiência no setor e vivência com tecnologia desde a infância, apresento nesta palestra uma visão prática de como pensar e aplicar a inteligência artificial para gerar valor real em empresas de turismo no Brasil e em destinos globais.

    Por que a IA no turismo importa

    A ia no turismo potencializa atendimento, personalização e eficiência operacional. Não se trata de adotar ferramentas automaticamente: a diferença está em usar a IA como instrumento estratégico, alinhado a processos bem definidos e ao conhecimento do seu público e destino.

    Principais tópicos da palestra

    • A armadilha do caminho fácil: evitar soluções prontas sem entender seu funcionamento e riscos;
    • IA como meio, não como fim: inserir a tecnologia onde ela gera valor;
    • Mapeamento de processos: identificar pontos de impacto no atendimento, vendas e operações;
    • Uso inteligente dos dados: organização de histórico de clientes e fontes para alimentar modelos;
    • Personalização e humanização: cases práticos de como a tecnologia aproxima clientes, com foco em experiências locais e multilíngues;
    • Estratégia prática: como transformar atividades semanais em processos automatizados e guiados por IA.

    Benefícios esperados para empresas de turismo

    Ao aplicar os conceitos desta palestra, operadores, agências e destinos no Brasil e América Latina podem esperar: redução de tempo operacional, propostas comerciais mais assertivas, atendimento personalizado em escala e experiências de viagem mais memoráveis — tudo isso guiado por ia no turismo aplicada com critério.

    Quem deve participar

    Diretores, gerentes, profissionais de produto, atendimento, TI e gestores de destinos que desejam entender como transformar processos e usar dados para melhorar resultados e experiência do cliente.

    Convite

    Participe da minha palestra para aprender a pensar com IA, identificar onde ela faz sentido no seu negócio e como implantá-la de forma segura e estratégica no turismo brasileiro e internacional. Ao final do post colocarei o vídeo da palestra no YouTube para você assistir quando quiser.

  • Palestrantes do Turismo: Daniel Turbox e a Era do Turismo 4.0 e IA em Sua Palestra

    Palestrantes do Turismo: Daniel Turbox e a Era do Turismo 4.0 e IA em Sua Palestra

    Palestrantes do Turismo: A Palestra que Revoluciona o Trade com Turismo 4.0 e Estratégias para Promover Negócios

    O setor de turismo vive um momento decisivo. Não basta mais apenas vender viagens; é preciso criar experiências hiperpersonalizadas e eficientes. Nesse cenário, a busca por palestrantes do turismo que dominem a tecnologia tornou-se essencial. É aqui que entra Daniel Françoso, conhecido no mercado como Daniel Turbox, uma referência quando o assunto é conectar inovação aos desafios reais das organizações.

    Com mais de 24 anos de experiência no setor de turismo, Daniel não é apenas um teórico. Ele é um empreendedor que vivencia as dores do mercado, fundador da Turbox e criador de soluções tecnológicas como o app Meu Agente. Sua palestra não é apenas motivacional, mas técnica e aplicável, focada em estratégias para promover o crescimento sustentável de agências e operadoras.

    O Papel da Transformação Digital no Turismo

    O turismo tem sido muito impactado pelas novas tecnologias. Em suas apresentações, Daniel explora como a inteligência artificial, o big data e a internet das coisas deixaram de ser conceitos futuristas para se tornarem ferramentas diárias de vendas e gestão.

    Como professor de pós-graduação na FGV e na UNIFOR, Daniel traz um conteúdo básico e avançado que traduz o “tecniquês” para a linguagem do empresário. Ele ensina como a transformação digital pode ser implementada de forma prática, ajudando empresários e profissionais do turismo a automatizar processos e focar no que realmente importa: o cliente.

    Entre os temas abordados, destacam-se:

    • Hiperpersonalização que vende;
    • Pensar com IA e como utilizá-la no dia a dia;
    • A Jornada Digital e Experiência do Turista através da Inovação e da IA.

    Palestrantes do Turismo e o Marketing Digital Turístico

    O mercado está cheio de palestrantes, mas poucos possuem a vivência de trade que Daniel possui. Ele já treinou centenas de profissionais em empresas gigantes como a antiga TAM Viagens (hoje Latam Travel) e atua diretamente com empresas e destinos.

    Sua abordagem sobre marketing digital vai além do óbvio. Ele discute como empresas e destinos turísticos inteligentes podem usar automação para captar e reter clientes. Se você busca um consultor ou palestrante que entenda a realidade das agências de viagens, operadoras e hotelaria, a expertise de Daniel em negócios do turismo é o diferencial que seu evento precisa.

    Palestra Online ou Presencial: Tendências e Inovação

    A flexibilidade é uma marca do profissional moderno. Seja em uma palestra online ou presencial, Daniel entrega temas e conteúdos que prendem a atenção. Sua didática foi elogiada por grandes nomes do setor, como Marta Rossi, CEO do Festuris, que afirmou: “A palestra cativa, encanta e entrega excelente conteúdo”.

    Para eventos que buscam conhecer as tendências e inspirar seu público, Daniel oferece formatos variados:

    1. Palestras Magna: Para grandes convenções corporativas;
    2. Workshops: Como o de automação para o Instagram da sua agência;
    3. Treinamento In Company: Focado nas dores específicas da equipe.

    Transformação Digital no Turismo: Cases de Sucesso

    Uma palestra apresenta as tendências, mas Daniel vai além, apresentando cases de sucesso e cases de empresas e destinos que aplicaram suas metodologias. Ele mostra como a transformação digital no turismo gera ROI (Retorno sobre Investimento).

    Sua atuação em eventos como o Sebrae (MG e ABC), ABAV e convenções de operadoras como a TZ Viagens e Sete Mares, comprova sua capacidade de adaptar o conteúdo para diferentes públicos, desde o pequeno agente até grandes lideranças e gestores.

    Muito Mais que um Palestrante: Mentorias e Trilha de Aprendizado

    Daniel Turbox não entrega apenas uma hora de fala; ele propõe uma verdadeira trilha de aprendizado. Com sua bagagem acadêmica de MBA e docência, ele atua como um hub de conhecimento, oferecendo mentorias e curadoria de conteúdo para desenvolver empresas e destinos turísticos.

    O turismo é feito de pessoas e conexões. Ao contratar Daniel, você não está apenas levando um palestrante para o seu palco, mas um parceiro estratégico que entende que o digital para turismo é o meio, e não o fim.

    Por que escolher Daniel Turbox para seu evento?

    • Customizado: Ele cria ou customiza temas para o seu evento.
    • Autoridade: Fundador de startup e referência em tecnologia no turismo.
    • Prática: Conteúdo focado em melhores práticas e ferramentas reais como ChatGPT e NotebookLM.
    • Visão: Ajuda a acompanhar as tendências globais e preparar o setor turístico para o futuro.

    Se o objetivo é inspirar empresários e profissionais, gerar insight valioso e desenvolver seus negócios através do Turismo 4.0, Daniel Turbox é a escolha certa entre os melhores eventos do Brasil.

    Para levar essa experiência para sua empresa ou evento, seja online ou presencial, entre em contato e agende uma conversa. Vamos juntos transformar o mercado!


    Sobre o Autor: Daniel Turbox é palestrante, consultor e mentor. Especialista em IA e Automação no Turismo, ajuda o mercado a vender mais e melhor através da tecnologia. 

    Para entrar em contato e contratar as palestras envie mensagem pelo instagram @danielturbox ou email daniel@turbox.me

  • IA Transforma Agenciamento de Viagens

    IA Transforma Agenciamento de Viagens

    A revolução digital, impulsionada pelas avançadas capacidades da inteligência artificial (IA), está redefinindo o panorama de numerosos setores, e o mercado de agenciamento de viagens é um dos que está à beira de uma transformação significativa. Com o avanço da IA, agentes de viagens estão descobrindo novas oportunidades para melhorar a eficiência, personalizar serviços e redefinir a experiência de viagem para os consumidores.

    A Influência Crescente da IA no Agenciamento de Viagens

    A integração da IA no setor de viagens não é uma novidade, mas a escala e a profundidade de sua aplicação estão crescendo exponencialmente. De acordo com a pesquisa CX Trends da Zendesk, 75% dos consumidores acreditam que a IA já está transformando a forma como as empresas oferecem serviços. No contexto das agências de viagens, isso se traduz em uma série de inovações que podem otimizar operações, desde chatbots até análises preditivas, oferecendo um serviço ao cliente inigualável.

    Automação e Personalização

    A automação, impulsionada pela IA, permite que agentes de viagens lidem com tarefas rotineiras de forma mais eficiente, liberando tempo para focar em personalizar as experiências dos clientes. Chatbots e assistentes virtuais, por exemplo, podem gerenciar reservas, responder a perguntas frequentes e fornecer recomendações personalizadas 24 horas por dia, melhorando significativamente a satisfação do cliente. A pesquisa da Zendesk destaca que 42% dos consumidores preferem interagir com chatbots para resolver problemas simples, sublinhando a aceitação crescente dessa tecnologia.

    Melhoria na Eficiência Operacional

    Além de melhorar a experiência do cliente, a IA também oferece às agências de viagens ferramentas poderosas para otimizar suas operações internas. Sistemas baseados em IA podem analisar grandes volumes de dados para identificar tendências, otimizar rotas e prever demandas, permitindo uma gestão mais eficiente dos recursos. A Accenture estima que a IA pode aumentar a produtividade em até 40%, um potencial que as agências de viagens podem aproveitar para aprimorar seus serviços e operações.

    Criação de Novas Oportunidades de Emprego

    Contrariamente à preocupação com a automação substituindo empregos humanos, a IA no mercado de agenciamento de viagens está criando novas oportunidades de carreira. Profissões como analista de dados de viagem, especialista em IA para personalização de experiências de viagem e desenvolvedor de chatbot estão em alta demanda. Esses papéis exigem um novo conjunto de habilidades, incluindo o manejo de tecnologias de IA e a capacidade de interpretar dados para melhorar a oferta de serviços de viagem.

    Desafios e Considerações Éticas

    Apesar de seus muitos benefícios, a implementação da IA no agenciamento de viagens não está isenta de desafios. Questões de privacidade e segurança de dados são preocupações primordiais, especialmente quando se lida com informações pessoais sensíveis dos clientes. Além disso, garantir que os sistemas de IA sejam livres de vieses e promovam a igualdade de tratamento para todos os clientes é um desafio contínuo. Agentes de viagens devem abordar essas questões com transparência e aderir a regulamentações rigorosas para construir confiança e assegurar uma implementação ética da IA.

    Olhando para o Futuro

    A trajetória da IA no mercado de agenciamento de viagens é claramente ascendente, com tecnologias emergentes prometendo transformar ainda mais o setor. A chave para os agentes de viagens será adaptar-se proativamente a essas mudanças, abraçando novas tecnologias e desenvolvendo habilidades relevantes. Ao fazer isso, eles não apenas sobreviverão à onda de transformações digitais mas também prosperarão, oferecendo experiências de viagem excepcionais que combinam o melhor da inovação tecnológica com a essência humana da hospitalidade.

    Em conclusão, a IA está moldando o futuro do agenciamento de viagens de maneiras que apenas começamos a entender. Para os agentes de viagens, esta não é uma era de incerteza, mas uma de oportunidades ilimitadas para inovar, personalizar e aprimorar o serviço ao cliente como nunca antes. A jornada adiante é promissora, repleta de avanços tecnológicos que irão redefinir o que significa viajar na era digital.

  • Como Construir o Melhor Funil de Vendas Orgânico para sua Agência de Viagens?

    Como Construir o Melhor Funil de Vendas Orgânico para sua Agência de Viagens?

    A maioria das agências de viagens atualmente focam seu marketing principalmente no Instagram. Embora esta seja uma ferramenta útil e eficaz, não deve ser a única estratégia utilizada para atrair novos clientes. Neste artigo, falaremos sobre como construir um funil de vendas orgânico eficaz para sua agência de viagens utilizando o Google e outras ferramentas de busca orgânica.

    A Importância da Prospecção

    Prospecção se refere ao conjunto de atividades que uma empresa realiza para atrair novos clientes. Muitas agências de viagens dependem fortemente do Instagram para essa tarefa. No entanto, é importante lembrar que cada canal de prospecção tem suas próprias características e requer uma estratégia específica.

    Utilizando o Google como Canal de Prospecção

    Diferentemente do Instagram, onde as pessoas estão navegando principalmente para entretenimento e relacionamento, no Google as pessoas estão pesquisando. Isso significa que se o seu conteúdo aparecer nos resultados da pesquisa do Google, ele estará atingindo um público que está ativamente procurando informações relacionadas ao seu negócio.

    O Conceito de Ativos Digitais

    Um ativo digital é qualquer coisa que gera negócios para você ao longo do tempo. Um post de blog, por exemplo, é um ativo digital. Uma vez que você postou em seu blog, ele continuará a atrair tráfego e potenciais clientes para o seu site por um longo período de tempo.

    Definindo sua Especialidade

    Para se destacar no Google e em outros motores de busca, é importante escolher um nicho ou especialidade para o seu negócio. Escolha um assunto que você conhece bem e gosta de falar sobre. Em seguida, crie conteúdo de alta qualidade em torno desse assunto para atrair pessoas que estão procurando informações relacionadas a ele.

    Construindo o Melhor Funil de Vendas Orgânico

    O melhor funil de vendas orgânico é aquele que faz com que seja quase impossível para alguém pesquisar sobre seu assunto de especialidade e não encontrar você. Isso requer uma estratégia intencional e focada. Você precisará criar regularmente conteúdo relevante e de alta qualidade que seja otimizado para as palavras-chave certas.

    Conclusão

    Embora o Instagram seja uma ferramenta útil para a prospecção de clientes, não deve ser o único canal utilizado. Ao diversificar suas estratégias e utilizar a busca orgânica para atrair novos clientes, você estará construindo ativos digitais valiosos que continuarão a gerar negócios para sua agência de viagens ao longo do tempo.

  • Comissionamento em Agência de Viagens: Regras Efetivas

    Comissionamento em Agência de Viagens: Regras Efetivas

    Comissionamento em agência de viagens é uma prática comum e bem difundida. Quando bem planejado, ele pode não apenas ajudar a empresa a atingir suas metas, como também manter o funcionário motivado. É crucial planejar o comissionamento: se ele não estiver alinhado com os objetivos da empresa ou for pago em momentos inoportunos, pode resultar em prejuízos significativos. A longo prazo, isso pode afetar toda a estrutura financeira da agência.

    Para auxiliá-lo, vamos detalhar alguns desses aspectos para facilitar a implementação da política de comissionamento na sua agência de viagens. Conheça, descubra, aproveite e compartilhe!

    Tipos de Comissionamento em Agências de Viagens

    Há dois tipos principais de comissionamento praticados no mercado de agências de turismo.

    Comissionamento sobre vendas: neste método, o vendedor recebe um percentual da venda realizada, independentemente do valor. Este percentual deve ser acordado previamente entre a agência e o consultor. Idealmente, todos os vendedores com a mesma posição (júnior, pleno ou sênior) devem ter um acordo similar para evitar problemas futuros.

    Comissionamento sobre rentabilidade: a rentabilidade é o valor que a venda gerou de receita para a agência, ou seja, o valor recebido pelo cliente menos todos os custos operacionais (pagamento de fornecedores, envio de brindes, gastos com Correios, etc). Neste modelo, o vendedor recebe uma parcela desta receita.

    Modelos Suplementares

    Over comission: neste caso, a agência estabelece uma porcentagem de comissionamento e um “over” atrelado a uma meta, geralmente de toda a equipe. Por exemplo, o vendedor João recebe 10% de comissionamento das suas vendas. Como a agência ABC Turismo atingiu a meta do mês, todos os vendedores recebem um “over” de 4% sobre as vendas (10% + 4%).

    Comissão por gatilhos: a comissão aumenta conforme patamares de venda maiores são atingidos. Ex: comissão de 6% se a rentabilidade for de R$0 a R$10.000,00, de 7% se a rentabilidade for de R$10.000,01 a R$20.000,00 e de 8% se a rentabilidade for superior a R$20.000,01.

    Após a escolha do tipo de comissionamento mais adequado para a sua agência, surge a pergunta: Quando pagar o consultor?

    As comissões podem ser pagas baseando-se na apuração das vendas do mês anterior (pagamento sobre produção), com base na data de check-out (pagamento sobre utilização) ou com base no recebimento do comissionamento da agência (pagamento sobre caixa). Este último é o nosso modelo preferido e pode representar uma mescla entre os dois primeiros modelos.

    Atrelando Comissionamento aos Objetivos da Agência

    É essencial atrelar os objetivos operacionais e estratégicos da sua agência com o comissionamento dos seus vendedores. Para isso, primeiro as metas operacionais devem ser estabelecidas. Recomenda-se a utilização do conceito de metas SMART: Específicas (Specific), Mensuráveis (Measurable), Alcançáveis (Achievable), Relevantes (Relevant) e Temporais (Time-bound).

    Após definir as metas do seu negócio, associe-as ao comissionamento dos seus vendedores. Se sua agência visa expandir o negócio e aumentar a carteira de clientes, por exemplo, estabeleça uma remuneração maior para os consultores que trouxerem novos passageiros.

    A Importância das Metas

    A definição de metas não é relevante apenas porque permite atrelar o comissionamento do consultor a esses objetivos. Elas também funcionam para manter a motivação da equipe. As pessoas não são motivadas apenas por fatores monetários. A forma como você reconhece seus funcionários, inclui-os na construção das metas, incentiva o trabalho em equipe e valoriza-os com treinamentos constantes interfere na motivação da equipe.

    Comissionamento para Funcionários de Back-Office

    A maioria dos profissionais reage positivamente a uma gestão meritocrata, baseada em resultados. Por isso, valorize também aqueles que não estão diretamente na linha de vendas, como o financeiro e o departamento de marketing, por exemplo. Crie KPIs (Key Performance Indicators) e estabeleça bônus.

    Se você ainda tiver alguma dúvida ou gostaria de uma avaliação da nossa equipe de consultores para ajudá-lo a decidir a melhor forma de comissionamento para sua empresa, entre em contato conosco!

  • Recuperação do Turismo 2023: Tendências e Projeções

    Recuperação do Turismo 2023: Tendências e Projeções

    A Recuperação do Turismo 2023 em Progresso

    A Recuperação do Turismo 2023 é uma realidade em marcha. O setor de turismo internacional apresenta um ritmo acelerado de retomada. Surpreendentemente, no primeiro trimestre de 2023, tivemos o dobro de viajantes comparado ao mesmo período de 2022.

    Dados da UNWTO e a Resiliência do Turismo

    De acordo com a Organização Mundial do Turismo (UNWTO), o turismo está se recuperando rapidamente. As chegadas internacionais no primeiro trimestre de 2023 atingiram 80% dos níveis pré-pandêmicos. Isso significa que 235 milhões de turistas viajaram internacionalmente. Além disso, em 2022, mais de 960 milhões de pessoas viajaram pelo mundo. Assim, recuperamos dois terços dos números pré-pandêmicos.

    A Recuperação do Turismo por Região

    A Recuperação do Turismo 2023 tem se destacado em todas as regiões. O Oriente Médio superou as chegadas de 2019 em 15%. Em seguida, a Europa alcançou 90% dos níveis pré-pandêmicos. A África atingiu 88% e as Américas 85% dos níveis de 2019. Por fim, a Ásia e o Pacífico aceleraram sua recuperação para 54% dos níveis pré-pandêmicos.

    Benefícios Econômicos e o Futuro do Turismo

    A Recuperação do Turismo 2023 não só aumentou o número de viajantes, mas também impulsionou a economia global. Em 2022, as receitas do turismo internacional atingiram a marca de US$ 1 trilhão. Isso representa um aumento de 50% em comparação com 2021.

    Para o futuro, a UNWTO prevê que as chegadas internacionais recuperarão de 80% a 95% dos níveis pré-pandêmicos. No entanto, a recuperação do turismo enfrenta desafios. Alta inflação e aumento dos preços do petróleo elevam os custos de viagem. Além disso, tensões geopolíticas como a agressão russa à Ucrânia geram incertezas.

    Conclusão

    A Recuperação do Turismo 2023 é uma realidade promissora. Apesar dos desafios, o setor mostra sua resiliência. Com o devido planejamento e atenção a fatores econômicos e geopolíticos, o turismo tem tudo para continuar sua recuperação nos próximos meses e anos.

    Fonte: UNWTO

    Veja também: O que é destreza digital e por que você precisa desta habilidade?