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  • Claude Opus 5: o que o novo modelo da Anthropic muda para quem vende viagem

    Claude Opus 5: o que o novo modelo da Anthropic muda para quem vende viagem

    Em 30 segundos: na sexta-feira, 24 de julho de 2026, a Anthropic lançou o Claude Opus 5. Traduzindo do idioma técnico para o nosso: chegou uma inteligência artificial quase tão boa quanto a mais avançada da casa, custando metade do preço, com menos travas e com uma característica que interessa demais a quem monta roteiro e proposta. Ela confere o próprio trabalho antes de entregar. Abaixo eu explico o que mudou, quanto custa, onde você acessa, o que isso significa para os dados do seu cliente e o que dá pra fazer com isso já nesta semana.

    O que aconteceu, sem tecniquês

    A Anthropic, empresa que faz o Claude, colocou no ar a nova versão do seu modelo mais parrudo. O nome é Claude Opus 5.

    Pra você entender a lógica da casa: eles têm uma família de modelos com nomes diferentes, cada um com um perfil. Tem o topo de linha, tem o intermediário, tem o rápido e barato. O Opus sempre foi o cavalo de batalha, aquele que você usa no dia a dia quando o trabalho é sério.

    O que a própria Anthropic diz no anúncio é direto: o Opus 5 chega perto da inteligência do modelo mais avançado deles, o Fable 5, custando metade do preço. E em várias provas técnicas ele passa na frente até de modelos maiores.

    Deixa eu traduzir isso pra realidade de uma agência de viagens. Você tinha uma opção cara pra trabalho pesado e uma barata pra tarefa simples. Agora a opção do meio ficou boa quase igual à cara. É como descobrir que a categoria intermediária do hotel tem quase a mesma vista da suíte, pela metade da diária.

    O que mais importa pra agência: a IA que confere o próprio trabalho

    Se você guardar uma coisa só deste post, guarde esta. A Anthropic afirma que o Opus 5 ficou “muito mais forte em verificar o próprio trabalho e insistir com cuidado até conseguir”.

    Parece detalhe técnico. Não é. É o fim do maior problema que eu vejo agente ter com IA.

    Sabe quando você pede um roteiro, a IA entrega bonito, você lê rápido, acha ótimo, manda pro cliente, e só depois percebe que o museu está fechado na segunda ou que o voo de conexão é impossível? O modelo antigo entregava e ficava quieto. Esse novo tende a revisar antes de te devolver.

    O anúncio traz um exemplo que ilustra bem. Deram ao modelo um desenho técnico de uma peça e pediram pra reconstruí-la em 3D, mas sem dar a ele nenhuma forma de enxergar o desenho. Em vez de desistir ou inventar, ele construiu sozinho uma ferramenta pra ler a imagem pixel por pixel e aí resolveu a tarefa. Nenhum modelo concorrente conseguiu, mesmo com cinco tentativas.

    Tem também um caso mais próximo do nosso mundo. O CEO da Zapier, empresa de automação, contou que o Opus 5 pegou uma planilha crua de saúde de clientes e rodou sozinho uma sequência inteira de prevenção de cancelamento: apontou as contas em risco, avisou a pessoa responsável e resumiu tudo para o time de retenção. Os modelos anteriores não davam conta. Esse fez 100%.

    Troca “contas em risco” por “clientes que viajaram há mais de um ano e sumiram” e você já entendeu onde isso te serve.

    Quanto custa e onde você acessa

    Aqui as informações que valem pro seu bolso, direto do anúncio oficial.

    Se você usa o Claude pelo site ou aplicativo, funciona assim: o Opus 5 virou o modelo padrão do plano Max e é o modelo mais forte disponível no plano Pro. Ou seja, boa parte de quem já paga assinatura ganhou acesso sem fazer nada.

    Se a sua agência de viagens usa a IA por trás de alguma automação (o que os desenvolvedores chamam de API), o preço é de US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de saída. É o mesmo preço da versão anterior, o Opus 4.8, com desempenho bem melhor. Token, pra simplificar, é o pedacinho de texto que a IA lê e escreve. Um milhão deles dá muita conversa.

    Existe ainda um modo turbo, o Fast, que roda cerca de 2,5 vezes mais rápido pelo dobro do preço. Útil quando velocidade vale mais que economia.

    E os dados do meu cliente ficam guardados?

    Essa pergunta apareceu bastante nas últimas semanas, e ela merece uma resposta honesta, porque tem muita informação torta circulando.

    A Anthropic criou uma regra de retenção de 30 dias para uma categoria específica de modelos, os chamados modelos cobertos, que são os mais poderosos da casa. Nesses casos, o que entra e o que sai fica guardado por 30 dias para análise de segurança.

    Duas coisas importantes, e as duas estão na documentação oficial deles.

    Primeira: o Opus 5 não entra nessa regra. O anúncio diz, com todas as letras, que ele não tem exigência de retenção de dados no acesso geral.

    Segunda, e essa vale pra maioria de vocês: essa política de 30 dias nunca atingiu os planos de consumo. Quem usa Claude Free, Pro ou Max já tinha os dados retidos pelas regras normais do serviço, e nada mudou. A regra dos 30 dias foi desenhada para empresas que tinham contrato de retenção zero, coisa de operação corporativa grande.

    Agora a parte que ninguém te conta e eu vou contar. Nada disso substitui a sua responsabilidade com a LGPD. Se você joga o passaporte, o CPF e o cartão do seu cliente numa IA, a discussão deixa de ser sobre a política da empresa americana e passa a ser sobre o seu dever com o dado de quem confiou em você. Minha regra, que eu repito em toda palestra: dado sensível de cliente não entra em prompt. Contexto entra, documento pessoal não.

    Por que a IA às vezes se recusa a responder (e o que mudou nisso)

    Você já deve ter batido nisso: pede algo aparentemente inofensivo e a IA trava, dá uma resposta evasiva ou simplesmente recusa.

    Isso acontece porque esses modelos têm classificadores de segurança, uma espécie de porteiro que barra pedidos que pareçam perigosos. O problema é que o porteiro às vezes é zeloso demais e barra gente honesta. Uma reportagem do TechCrunch, publicada um dia antes do lançamento, mostrou justamente isso: pesquisadores legítimos de segurança reclamando que passam mais tempo negociando com o modelo do que trabalhando.

    No Opus 5 a Anthropic afrouxou a mão. A expectativa deles é que essas travas sejam acionadas cerca de 85% menos vezes do que no Fable 5. As restrições que continuam são as pesadas mesmo, ligadas a ataque cibernético, coisa que nenhum de nós vai fazer montando um roteiro pra Disney.

    E tem uma mudança prática ótima. Antes, quando o porteiro barrava, você levava um erro na cara. Agora, no site do Claude e nas ferramentas da casa, o pedido barrado é redirecionado automaticamente para um modelo anterior, o Opus 4.8, e você recebe uma resposta funcional em vez de uma porta fechada. Quem usa a IA dentro de automação pode ligar esse mesmo comportamento, que está em teste.

    O que fazer com isso na prática esta semana

    Não precisa virar a mesa. Três movimentos simples:

    1. Confira qual modelo você está usando. Se você paga Claude Pro ou Max, abra e veja se está no Opus 5. Muita gente paga por uma ferramenta boa e usa a versão fraca dela por pura falta de conferência.

    2. Refaça um trabalho antigo com o modelo novo. Pegue um roteiro complexo que você montou com IA há uns meses, rode de novo e compare. Não é curiosidade, é calibragem. Você precisa saber, com os seus olhos, o quanto a régua subiu.

    3. Teste a característica nova, não a ferramenta. Em vez de pedir “monte um roteiro de 7 dias em Portugal”, peça: “monte o roteiro e depois revise seu próprio trabalho procurando conflito de horário, dia de fechamento de atração e deslocamento impossível. Me mostre o que você corrigiu”. É aí que o Opus 5 brilha, e é aí que ele te economiza vergonha na frente do cliente.

    O que isso não é

    Agora o contraponto, porque post de IA sem contraponto é propaganda.

    Nada disso monta a viagem no seu lugar. Os testes que a Anthropic divulgou são majoritariamente de programação, automação e trabalho de conhecimento. Não existe teste de “montar lua de mel na Toscana para casal que odeia multidão”. Esse continua sendo você.

    O que mudou foi o tamanho do rascunho que a máquina te entrega e a confiança que você pode ter nele. Continua sendo rascunho. Quem preenche a lacuna, quem conhece o cliente e quem assume o risco da recomendação é o agente. Ferramenta melhor não elimina o profissional. Ela só amplia a distância entre quem opera bem e quem não opera.

    Perguntas frequentes

    O que é o Claude Opus 5?

    É a nova versão do modelo Opus, da Anthropic, lançada em 24 de julho de 2026. Segundo o anúncio oficial, ele chega perto da inteligência do modelo mais avançado da empresa, o Fable 5, pela metade do preço, e passa à frente de outros modelos em testes de programação e trabalho de conhecimento.

    Quanto custa o Claude Opus 5?

    No uso via API, custa US$ 5 por milhão de tokens de entrada e US$ 25 por milhão de saída, o mesmo preço da versão anterior. Existe um modo Fast, cerca de 2,5 vezes mais rápido, pelo dobro do preço. Quem usa o Claude por assinatura tem acesso a ele como modelo padrão no plano Max e como modelo mais forte no plano Pro.

    Vale a pena para uma agência de viagens pequena?

    Vale, se você já usa IA para escrever proposta, montar roteiro ou organizar informação. A vantagem principal não é velocidade, é qualidade de revisão: o modelo verifica o próprio trabalho antes de entregar, o que reduz erro bobo em material que vai para o cliente. Se você ainda não usa IA na rotina, comece pelo básico antes de se preocupar com qual versão está usando.

    Os meus dados e os do meu cliente ficam guardados?

    O Opus 5 não tem exigência de retenção de dados no acesso geral, segundo a Anthropic. A política de retenção de 30 dias vale para outra categoria de modelos e atinge organizações com contrato de retenção zero, não os planos de consumo. Ainda assim, a responsabilidade com a LGPD é sua: evite colocar documento pessoal de cliente dentro de qualquer prompt.

    Por que a IA às vezes recusa um pedido meu?

    Porque existem classificadores de segurança que barram pedidos que parecem arriscados, e eles às vezes erram para o lado conservador. No Opus 5 a expectativa da Anthropic é que essas travas sejam acionadas cerca de 85% menos vezes do que no modelo mais restritivo da família. E, quando barram, o pedido agora costuma ser redirecionado para outro modelo em vez de simplesmente falhar.

    Preciso trocar de ferramenta por causa disso?

    Não necessariamente. Se você já usa Claude, provavelmente ganhou o modelo novo sem fazer nada. Se usa outra IA e está satisfeito com o resultado, não troque por moda. Troque quando sentir a dor: resposta rasa, erro recorrente, retrabalho. A pior decisão é ficar pulando de ferramenta sem nunca dominar nenhuma.

    Pra fechar

    Eu acompanho esse mercado há tempo suficiente pra saber que anúncio de modelo novo vira poeira em duas semanas. O que não vira poeira é o padrão por trás dele.

    E o padrão aqui é claro: as ferramentas estão ficando boas em conferir o próprio trabalho. Isso empurra o valor do nosso ofício ainda mais pra cima, pro lugar onde a máquina não chega, que é conhecer gente, entender contexto e assumir responsabilidade por uma recomendação.

    A tecnologia continua fazendo o rascunho cada vez melhor. A assinatura continua sendo sua.

    Daniel Turbox


    Fontes consultadas:


  • IA no Turismo: Inteligência Artificial para Planejar Viagens

    IA no Turismo: Inteligência Artificial para Planejar Viagens

    IA no turismo: minha palestra sobre transformação estratégica

    No cenário atual, a ia no turismo deixa de ser apenas um recurso técnico para se tornar um diferencial competitivo. Com 24 anos de experiência no setor e vivência com tecnologia desde a infância, apresento nesta palestra uma visão prática de como pensar e aplicar a inteligência artificial para gerar valor real em empresas de turismo no Brasil e em destinos globais.

    Por que a IA no turismo importa

    A ia no turismo potencializa atendimento, personalização e eficiência operacional. Não se trata de adotar ferramentas automaticamente: a diferença está em usar a IA como instrumento estratégico, alinhado a processos bem definidos e ao conhecimento do seu público e destino.

    Principais tópicos da palestra

    • A armadilha do caminho fácil: evitar soluções prontas sem entender seu funcionamento e riscos;
    • IA como meio, não como fim: inserir a tecnologia onde ela gera valor;
    • Mapeamento de processos: identificar pontos de impacto no atendimento, vendas e operações;
    • Uso inteligente dos dados: organização de histórico de clientes e fontes para alimentar modelos;
    • Personalização e humanização: cases práticos de como a tecnologia aproxima clientes, com foco em experiências locais e multilíngues;
    • Estratégia prática: como transformar atividades semanais em processos automatizados e guiados por IA.

    Benefícios esperados para empresas de turismo

    Ao aplicar os conceitos desta palestra, operadores, agências e destinos no Brasil e América Latina podem esperar: redução de tempo operacional, propostas comerciais mais assertivas, atendimento personalizado em escala e experiências de viagem mais memoráveis — tudo isso guiado por ia no turismo aplicada com critério.

    Quem deve participar

    Diretores, gerentes, profissionais de produto, atendimento, TI e gestores de destinos que desejam entender como transformar processos e usar dados para melhorar resultados e experiência do cliente.

    Convite

    Participe da minha palestra para aprender a pensar com IA, identificar onde ela faz sentido no seu negócio e como implantá-la de forma segura e estratégica no turismo brasileiro e internacional. Ao final do post colocarei o vídeo da palestra no YouTube para você assistir quando quiser.

  • Palestrantes do Turismo: Daniel Turbox e a Era do Turismo 4.0 e IA em Sua Palestra

    Palestrantes do Turismo: Daniel Turbox e a Era do Turismo 4.0 e IA em Sua Palestra

    Palestrantes do Turismo: A Palestra que Revoluciona o Trade com Turismo 4.0 e Estratégias para Promover Negócios

    O setor de turismo vive um momento decisivo. Não basta mais apenas vender viagens; é preciso criar experiências hiperpersonalizadas e eficientes. Nesse cenário, a busca por palestrantes do turismo que dominem a tecnologia tornou-se essencial. É aqui que entra Daniel Françoso, conhecido no mercado como Daniel Turbox, uma referência quando o assunto é conectar inovação aos desafios reais das organizações.

    Com mais de 24 anos de experiência no setor de turismo, Daniel não é apenas um teórico. Ele é um empreendedor que vivencia as dores do mercado, fundador da Turbox e criador de soluções tecnológicas como o app Meu Agente. Sua palestra não é apenas motivacional, mas técnica e aplicável, focada em estratégias para promover o crescimento sustentável de agências e operadoras.

    O Papel da Transformação Digital no Turismo

    O turismo tem sido muito impactado pelas novas tecnologias. Em suas apresentações, Daniel explora como a inteligência artificial, o big data e a internet das coisas deixaram de ser conceitos futuristas para se tornarem ferramentas diárias de vendas e gestão.

    Como professor de pós-graduação na FGV e na UNIFOR, Daniel traz um conteúdo básico e avançado que traduz o “tecniquês” para a linguagem do empresário. Ele ensina como a transformação digital pode ser implementada de forma prática, ajudando empresários e profissionais do turismo a automatizar processos e focar no que realmente importa: o cliente.

    Entre os temas abordados, destacam-se:

    • Hiperpersonalização que vende;
    • Pensar com IA e como utilizá-la no dia a dia;
    • A Jornada Digital e Experiência do Turista através da Inovação e da IA.

    Palestrantes do Turismo e o Marketing Digital Turístico

    O mercado está cheio de palestrantes, mas poucos possuem a vivência de trade que Daniel possui. Ele já treinou centenas de profissionais em empresas gigantes como a antiga TAM Viagens (hoje Latam Travel) e atua diretamente com empresas e destinos.

    Sua abordagem sobre marketing digital vai além do óbvio. Ele discute como empresas e destinos turísticos inteligentes podem usar automação para captar e reter clientes. Se você busca um consultor ou palestrante que entenda a realidade das agências de viagens, operadoras e hotelaria, a expertise de Daniel em negócios do turismo é o diferencial que seu evento precisa.

    Palestra Online ou Presencial: Tendências e Inovação

    A flexibilidade é uma marca do profissional moderno. Seja em uma palestra online ou presencial, Daniel entrega temas e conteúdos que prendem a atenção. Sua didática foi elogiada por grandes nomes do setor, como Marta Rossi, CEO do Festuris, que afirmou: “A palestra cativa, encanta e entrega excelente conteúdo”.

    Para eventos que buscam conhecer as tendências e inspirar seu público, Daniel oferece formatos variados:

    1. Palestras Magna: Para grandes convenções corporativas;
    2. Workshops: Como o de automação para o Instagram da sua agência;
    3. Treinamento In Company: Focado nas dores específicas da equipe.

    Transformação Digital no Turismo: Cases de Sucesso

    Uma palestra apresenta as tendências, mas Daniel vai além, apresentando cases de sucesso e cases de empresas e destinos que aplicaram suas metodologias. Ele mostra como a transformação digital no turismo gera ROI (Retorno sobre Investimento).

    Sua atuação em eventos como o Sebrae (MG e ABC), ABAV e convenções de operadoras como a TZ Viagens e Sete Mares, comprova sua capacidade de adaptar o conteúdo para diferentes públicos, desde o pequeno agente até grandes lideranças e gestores.

    Muito Mais que um Palestrante: Mentorias e Trilha de Aprendizado

    Daniel Turbox não entrega apenas uma hora de fala; ele propõe uma verdadeira trilha de aprendizado. Com sua bagagem acadêmica de MBA e docência, ele atua como um hub de conhecimento, oferecendo mentorias e curadoria de conteúdo para desenvolver empresas e destinos turísticos.

    O turismo é feito de pessoas e conexões. Ao contratar Daniel, você não está apenas levando um palestrante para o seu palco, mas um parceiro estratégico que entende que o digital para turismo é o meio, e não o fim.

    Por que escolher Daniel Turbox para seu evento?

    • Customizado: Ele cria ou customiza temas para o seu evento.
    • Autoridade: Fundador de startup e referência em tecnologia no turismo.
    • Prática: Conteúdo focado em melhores práticas e ferramentas reais como ChatGPT e NotebookLM.
    • Visão: Ajuda a acompanhar as tendências globais e preparar o setor turístico para o futuro.

    Se o objetivo é inspirar empresários e profissionais, gerar insight valioso e desenvolver seus negócios através do Turismo 4.0, Daniel Turbox é a escolha certa entre os melhores eventos do Brasil.

    Para levar essa experiência para sua empresa ou evento, seja online ou presencial, entre em contato e agende uma conversa. Vamos juntos transformar o mercado!


    Sobre o Autor: Daniel Turbox é palestrante, consultor e mentor. Especialista em IA e Automação no Turismo, ajuda o mercado a vender mais e melhor através da tecnologia. 

    Para entrar em contato e contratar as palestras envie mensagem pelo instagram @danielturbox ou email daniel@turbox.me

  • Recuperação do Turismo 2023: Tendências e Projeções

    Recuperação do Turismo 2023: Tendências e Projeções

    A Recuperação do Turismo 2023 em Progresso

    A Recuperação do Turismo 2023 é uma realidade em marcha. O setor de turismo internacional apresenta um ritmo acelerado de retomada. Surpreendentemente, no primeiro trimestre de 2023, tivemos o dobro de viajantes comparado ao mesmo período de 2022.

    Dados da UNWTO e a Resiliência do Turismo

    De acordo com a Organização Mundial do Turismo (UNWTO), o turismo está se recuperando rapidamente. As chegadas internacionais no primeiro trimestre de 2023 atingiram 80% dos níveis pré-pandêmicos. Isso significa que 235 milhões de turistas viajaram internacionalmente. Além disso, em 2022, mais de 960 milhões de pessoas viajaram pelo mundo. Assim, recuperamos dois terços dos números pré-pandêmicos.

    A Recuperação do Turismo por Região

    A Recuperação do Turismo 2023 tem se destacado em todas as regiões. O Oriente Médio superou as chegadas de 2019 em 15%. Em seguida, a Europa alcançou 90% dos níveis pré-pandêmicos. A África atingiu 88% e as Américas 85% dos níveis de 2019. Por fim, a Ásia e o Pacífico aceleraram sua recuperação para 54% dos níveis pré-pandêmicos.

    Benefícios Econômicos e o Futuro do Turismo

    A Recuperação do Turismo 2023 não só aumentou o número de viajantes, mas também impulsionou a economia global. Em 2022, as receitas do turismo internacional atingiram a marca de US$ 1 trilhão. Isso representa um aumento de 50% em comparação com 2021.

    Para o futuro, a UNWTO prevê que as chegadas internacionais recuperarão de 80% a 95% dos níveis pré-pandêmicos. No entanto, a recuperação do turismo enfrenta desafios. Alta inflação e aumento dos preços do petróleo elevam os custos de viagem. Além disso, tensões geopolíticas como a agressão russa à Ucrânia geram incertezas.

    Conclusão

    A Recuperação do Turismo 2023 é uma realidade promissora. Apesar dos desafios, o setor mostra sua resiliência. Com o devido planejamento e atenção a fatores econômicos e geopolíticos, o turismo tem tudo para continuar sua recuperação nos próximos meses e anos.

    Fonte: UNWTO

    Veja também: O que é destreza digital e por que você precisa desta habilidade?

  • O que é destreza digital e por que você precisa desta habilidade?

    O que é destreza digital e por que você precisa desta habilidade?

    Na minha opinião a destreza digital é a habilidade do profissional do futuro, qualquer que seja a área de atuação, inclusive para os Agentes de Viagens. Detalhe que o futuro já começou!

    Destreza digital é habilidade e o desejo de explorar tanto tecnologias existentes como emergentes atrás do melhor desempenho. Sendo assim, você não precisa ser programador, mas saber o que a tecnologia pode fazer para simplificar processos da sua empresa ou facilitar a vida do cliente da sua agência.

    Segundo a consultoria Gartner estas são as competências essenciais para você desenvolver a destreza digital:

    1. Perspicácia nos negócios: Ter amplo conhecimento dos contextos internos e externos
    2. Adaptabilidade: Estar aberto à interatividade e anovas maneiras de trabalhar
    3. Habilidade política: Construir relações e influenciar stakeholders
    4. Capacidade de coligar: Ser capaz de colaborar com pessoas que pensam e agem diferente de você
    5. Pensamento sistêmico: Compreender bem relações entre tecnologias e processos.

    Desenvolver destreza digital será essencial para sua carreira em um mundo onde os as relações de trabalho estão se transformando radicalmente.

    Um famoso estudo da consultoria McKinsey prevê que 800 milhões de pessoas perderão suas ocupações até 2030. No Brasil, de acordo com a Universidade de Brasília, estima-se que automação poderá substituir 30 milhões de vagas nos próximos sete anos. Se por um lado as máquinas arruinarão uma série de profissões, por outro criarão novas oportunidades. No relatório de 2018 “O Futuro dos Empregos”, do Fórum Econômico Mundial, a nova economia criará 133 milhões de empregos até 2025, destes 54% exigirão habilidades que nem sequer existem.

    É aí que as pessoas com destreza digital se destacam, pois aprendem rapidamente, tem disposição para mudança e ambição genuína em inovar.

    A tecnologia se tornou uma commodity e por isso ela não é o fim, mas o meio para construir histórias inovadoras, por isso outra capacidade essencial é de aprender de forma contínua e autodidata. Vou falar disso em outro post…

    Você está comigo nesta caminhada em direção a tecnologia no turismo? Compartilhe com um agente que também quer inovar.

  • O Futuro dos Agentes de Viagens

    O Futuro dos Agentes de Viagens

    A primeira coisa que você deve fazer agora é encontrar o SEU jeito de vender viagens. O seu jeito, só você faz! É isso que tornará sua entrega única e só assim você poderá se diferenciar no mercado de agenciamento. Isso independe de recursos, é basicamente inovação!

    A inovação depende da criatividade que por sua vez depende das experiências e conhecimento prévio que você carrega.

    Se você copia o que outro Agente faz, você concorrerá com todos aqueles que fazem daquele mesmo jeito. Por isso não acredito que fórmulas mágicas e métodos únicos possam resultar em diferencial competitivo.

    Tem uma frase do Steve Jobs que diz o seguinte: “A inovação é geralmente o resultado de conexões de experiências passadas. Mas se você tem as mesmas experiências que todos os outros, é improvável que você olhe em uma direção diferente.”

    Quem me acompanha sabe que incentivo olharmos em direções diferentes, aprendermos com outros segmentos para inovar no Turismo.

    Hoje mais cedo tive uma reunião com uma agência para falarmos do @appmeuagente. A conversa fluiu e acabamos falando do modelo de Transaction Fee para contas corporativas. Na minha concepção um modelo ultrapassado e totalmente inviável financeiramente nos dias de hoje. Além disso, quem oferece este modelo acaba sempre tendo as mesmas “features” que os concorrentes. Então qual a diferença entre fechar com a Agência A e a Agencia B? O valor do Fee? E o valor do serviço entregue, como fica?

    A minha resposta para essa agente foi um convite a reflexão: E se nosso mercado utilizar modelos de recorrência já usados em outros setores? E se ao invés de cobrar por transação, for cobrado por número de viajantes (usuários) ou ainda pela grade de serviços ofertados (features) como o Netflix, por exemplo.

    Não quero aqui dizer que há um modelo pronto para nosso setor ou que eu tenho todas as respostas, mas que se queremos nos manter relevantes no mercado precisamos parar de seguir padrões moldados há 10, 20, 30 anos e criar nossos próprios formatos baseados no que já funciona por aí, usando todas as ferramentas que temos a disposição, sobretudo as tecnológicas e fazendo do NOSSO JEITO!

    Para encerrar, trago outra frase que gosto bastante, desta vez do Peter Drucker, e que diz o seguinte: “A melhor forma de prever o futuro é criá-lo”. Qual o futuro dos agentes de viagens? Vamos criá-lo juntos!

  • A Jornada no Turismo foi Remodelada

    A Jornada no Turismo foi Remodelada

    Você já ouviu falar do “Think with Google”?

    É uma iniciativa do Google para compartilhar dados, análises e insights para nos mantermos atualizados e inspirados. Lá você encontra os dados que eles analisam e as tendências que observam, além de visões para o futuro e os bastidores das principais campanhas digitais para todas as indústrias, plataformas e públicos.

    Em alguns destes trabalhos podemos encontrar dados sobre o mercado do Turismo, que pode nos ajudar a tomar melhores decisões em nossos negócios e a melhor entender as dinâmicas do mercado e quais práticas são consideradas “boas” dentro do cenário atual.

    Para acessar visite: https://www.thinkwithgoogle.com/ e se quiser receber as novidades por e-mail basta assinar a newsletter por lá, é gratuita!

    A última apresentação traz a mudança na jornada de compras e é uma das que trata também sobre o segmento de viagens (entre as páginas 17 e 26). Uma pena que está todo em inglês, mas fiz questão de traduzir a página de conclusão com “o que fazer”.

    Segue abaixo essa parte traduzida e anexo o estudo completo.

    Estimule a demanda.

    • Promova opções e políticas de seguro de viagem claras e flexíveis. À medida que mais viajantes buscam essa proteção, pode haver uma expectativa maior de transparência na categoria.
    • Apele para os principais gatilhos emocionais. Concentre-se em satisfazer o desejo das pessoas de fugir para um tratamento conforme emergimos de uma longa e difícil pandemia, bem como a necessidade de visitar seus entes queridos.
    • Reduza as barreiras à compra, oferecendo grande valor. As pessoas sempre buscaram ofertas e descontos, mas essa necessidade provavelmente é ainda maior, dado o impacto da pandemia nas finanças pessoais.

    Adapte-se à evolução da jornada do consumidor.

    • Manter / aumentar a presença nos Motores de Pesquisa (especialmente para viagens não aéreas). Certifique-se de que a estratégia de pesquisa permite a entrega das mais relevantes informações para atender a necessidade do consumidor à medida que está sendo expressa.
    • O site / aplicativo de propriedade de uma marca é um ativo importante que deve ser aproveitado.
      Garanta que o conteúdo e a UX sejam otimizados para permitir uma navegação fácil e abordar pontos problemáticos específicos, como disponibilidade do produto, experiências de check-out e acesso ao suporte pós-compra.
    • Continue a alavancar a mídia social. Embora o uso não seja tão alto quanto alguns dos outros pontos de contato, as companhias aéreas, em particular, devem continuar a usá-lo como um canal para reunir feedback do consumidor e fornecer suporte.
    • Explore maneiras de captar e destacar classificações e comentários relevantes (especialmente para viagens não aéreas). Ofereça oportunidade para que as pessoas forneçam comentários pessoalmente e online, pois os viajantes em potencial os consideram úteis para auxiliar em suas decisões de compra.

    Este relatório é em inglês, mas em meu canal do Telegram (https://t.me/danielturbox), eu traduzi os principais insights deste material.

    Aproveite!

  • As 5 Startups de Turismo que você também deve ficar de olho

    As 5 Startups de Turismo que você também deve ficar de olho

    Acredito que através da inovação e das novas tecnologia teremos um mercado de Turismo sustentável para os próximos anos. Muito desta inovação surgirá do trabalho das startups de Turismo.

    É muito importante que você, profissional do Turismo, esteja alinhado com estes novos conhecimentos e participe desta transformação.

    Alguns profissionais do nosso mercado, no entanto, ainda pensam que o Amadeus é apenas mais um GDS. Ele é muito mais que isso!

    O Amadeus possui um segmento exclusivo para fomentar a inovação do mercado de viagens, oferecendo estrutura para o desenvolvimento através do programa Amadeus for Startups.

    Neste programa existem iniciativas como:

    • Amadeus Ventures: o programa de investimento
    • Amadeus Nexwave: a incubadora de negócios que trabalha com startups para identificar, incubar e desenvolver ideias transformacionais.
    • Amadeus for Developers: o ponto de entrada para que desenvolvedores possam construir soluções com APIs Amadeus
    • Amadeus Startup Launchpad: o programa de startups global que oferece soluções e serviços, acesso a conteúdo e expertise da indústria.

    A medida que toda indústria explora maneiras de reconstruir o mercado de viagens, o Amadeus busca parcerias com startups que irão contribuir para esta recuperação e ajudar as pessoas a se sentirem confiantes o suficiente para viajar novamente.

    Este post traz 5 startups que a Amadeus Ventures está assistindo de perto:

    Troop

    O Troop otimiza o planejamento de reuniões e eventos por meio de dados para descobrir onde é o melhor local para se reunir.

    Assim que pudermos nos encontrar novamente, a pergunta será: onde podemos nos encontrar? O Troop otimiza o planejamento de reuniões e eventos por meio de dados para descobrir onde é o melhor local para se reunir. Além de preferências pessoais leva em consideração as restrições de viagem, as condições climáticas, as emissões de CO2.

    Questo

    É um marketplace para passeios gamificados que criam jogos de exploração da cidade.

    Com ele os viajantes e habitantes locais têm a oportunidade de descobrir novos lugares e histórias seguindo pistas e resolvendo desafios por meio do aplicativo. Ele está disponível hoje em mais de 80 destinos em todo o mundo.

    Gamitee

    Criou uma plataforma de “compras sociais” incorporada em sites de reservas de viagens para permitir que os usuários compartilhem, planejem, discutam e reservem em grupos com facilidade.

    CitizenPlane

    Ele conecta os assentos vazios de companhias aéreas, operadoras de turismo e corretores de fretamento a mais de 120 canais de distribuição, revendendo o “estoque” restante da companhia aérea em rotas competitivas para aumentar sua taxa de ocupação.

    Airside

    A Airside é uma fornecedora de soluções de identidade digital baseadas em privacidade, para empresas e indivíduos, ajudando-os a verificar, compartilhar e gerenciar informações pessoais, incluindo resultados de laboratório COVID-19. A Airside oferece uma rede de privacidade que dá aos indivíduos controle total de sua identidade digital.

    Se você quiser conhecer melhor essas e outras Startups de Turismo que o Amadeus está investindo, veja aqui a matéria na íntegra.

    Leia mais: Os sites de Turismo mais acessados no Brasil em Janeiro 2021

  • Agências de Viagens orientadas por dados

    Agências de Viagens orientadas por dados

    Hoje trago para você um tema que constantemente falo em lives, apresentações e palestras: Agências de Viagens orientadas por dados, ou Agências de Viagens data-driven.

    Em outro artigo aqui do site falei sobre a importância do processo de transformação digital nas agências de viagens e incluí o tema dos dados como um dos 5 pilares que sua empresa deve focar.

    Leia o artigo: A transformação digital no Turismo e nas agências de viagens

    Desta vez irei me aprofundar um pouco mais no universo dos dados, apresentando evidências de como as Agências de Viagens orientadas por dados podem continuar relevantes no mercado e crescer mais do que quem não usa essa abordagem!

    Atualmente, nenhuma das empresas mais valiosas do mundo estariam neste patamar se não estivessem trabalhando com dados gerados pelos seus clientes.

    Segundo uma pesquisa da consultoria Mckinsey & Company, organizações orientadas por dados têm uma probabilidade de lucro 19 vezes maior que outras corporações e a chance de superar as metas do negócio são 77% maiores. Além disso, um estudo publicado em 2018 pela Forrester indica que empresas data-driven crescem mais de 30% ao ano.

    Em geral essas organizações são descritas como obcecadas pelo consumidor e usam o poder dos dados para tomar decisões assertivas, criar valor e vantagens competitivas. As diretrizes do negócio possuem base em comprovações e previsões seguras, muito mais confiáveis do que decisões baseadas em suposições ou percepções.

    Uma empresa data-driven está baseada em 4 pilares: pessoas, processos, cultura organizacional e tecnologia. Fiz questão de relacioná-los na ordem decrescente de importância e note que tudo começa por pessoas e não pela tecnologia, como muitos pensam.

    Claro que existem fontes de dados complexas e avançadas, baseadas em inteligência artificial, machine learning e big data. Mas mesmo pequenas Agências de Viagens podem ter uma cultura baseada em dados e a tecnologia não pode ser limitador para sua empresa ser analítica.

    Antes de mais nada, portanto, olhe para os seus dados internos: relatórios, dados de vendas e outros indicadores gerados pela própria empresa. Além disso, informações de seu site (via Google Analytics), Facebook e Instagram, por exemplo, também são importantes fontes de dados.

    O resultado dos dados para agências de viagens

    A partir da análise destas informações você já conseguirá entender, entre outras coisas:

    • o melhor momento para contatar cada cliente;
    • quais clientes têm maior propensão de fechar negócio;
    • qual a melhor oferta para cada cliente;
    • como distribuir o investimento em marketing;
    • como reduzir o “achismo” em decisões diárias.

    Em nosso setor temos diversos exemplo, de companhias aéreas e hotéis, passando por agências de viagens e secretarias de turismo que conseguiram melhorar seus resultados mudando a abordagem na tomada de decisão e baseando-se em dados. Assim, convido você a fazer essa reflexão sobre o que está fazendo com os dados da sua empresa.

    E me conte: Você toma as decisões da sua Agências de Viagens com base em dados?

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  • Metodologia Ágil nas Agências de Viagens

    Metodologia Ágil nas Agências de Viagens

    Você já ouviu falar sobre Metodologia Ágil nas Agências de Viagens? Eu aposto que ainda não, mas espero que este artigo possa te ajudar a entender o que é e os benefícios de aplicar ao seu negócio.

    Se você acompanha meu trabalho já percebeu que sou adepto de incorporar ao Turismo, especialmente ao agenciamento de viagens, as boas práticas e metodologias de sucesso de outras áreas.

    Em um mercado complexo e dinâmico como o nosso, é um diferencial competitivo e necessário aos empresários acompanhar a movimentação do setor, oferecendo respostas rápidas e corrigindo as estratégias de seu negócio ao longo do curso.

    O mundo evoluiu exponencialmente nos últimos anos (e continua evoluindo). Não dá mais para continuar apostando as fichas nos mesmos modelos de gestão que funcionavam há 10 anos ou mais.

    Por isso, a Metodologia Ágil aplicada às Agências de Viagens é um caminho que permite alcançar melhores resultados, de forma mais simples, rápida e barata.

    Hoje vou explicar o que é Metodologia Ágil e como ela, que nasceu dentro do universo de desenvolvimento de software, pode migrar para outras áreas, inclusive para o Turismo.

    Se este assunto te interessa, não deixe de ver também:

    O que é a Metodologia Ágil?

    Difundida com maior intensidade a partir do Manifesto Ágil, a Metodologia Ágil (ou Agile) incorpora várias metodologias baseadas no desenvolvimento iterativo (através da repetição) e incremental (melhoria contínua).

    Surgiu basicamente pela compreensão de que os processos tradicionais (baseados no modelo cascata ou waterfall, em inglês), não serviam mais por serem rígidos, lentos e lineares.

    No modelo de projeto em cascata uma fase do processo só inicia quando a anterior termina. Imagine que após levantamento e análise dos requisitos, desenho da arquitetura, implementação, produção e entrega, criavam-se soluções que chegavam ao cliente já obsoletas e desatualizadas.

    Com a utilização de metodologias ágeis, as soluções nascem e evoluem por meio da colaboração entre equipes multifuncionais, com o objetivo de tornar o processo mais eficiente, eliminando falhas e retrabalho, já que foca principalmente em entregas rápidas e constantes, com alto grau de flexibilidade.

    Sua aplicação resolve problemas no cumprimento dos prazos, falta de comunicação entre profissionais e principalmente discrepâncias entre o que o cliente solicitou e o que é entregue.

    O Manifesto Ágil

    O Manifesto Ágil foi criado em fevereiro de 2001, em um resort de ski nas montanhas nevadas de Utah.

    O documento foi debatido e assinado pelos seus 17 autores, todos comprometidos em seguir e disseminar o novo manifesto.

    Os 12 princípios da Metodologia Ágil

    Por definição são 12 os princípios ágeis, que irei resumir, interpretar e adaptar dentro do escopo da Metodologia Ágil para Agências de Viagens. O termo “produto” que uso pode ser entendido como a viagem, consultoria, evento, etc, ou qualquer outro produto de fato.

    1. Satisfação do cliente: A maior prioridade está em satisfazer o cliente por meio da entrega rápida e contínua do produto de valor.
    2. Mudança em favor da vantagem competitiva: Mudanças de requisitos são bem-vindas, mesmo em fases adiantadas do desenvolvimento do produto.
    3. Prazos curtos: Entregar o produto de valor com frequência. Ter entregas curtas onde o cliente possa se beneficiar de cada uma destas entregas, a partir da primeira.
    4. Trabalho em conjunto: Pessoas de áreas distintas devem trabalhar em conjunto, diariamente, durante todo o curso do projeto.
    5. Ambientação e suporte: Para motivar os participantes, é preciso oferecer o ambiente e o suporte necessários, inclusive com ferramentas adequadas e confiando no seu trabalho.
    6. Falar na cara: O método mais eficiente de transmitir informações, tanto externas como internas, é por meio de uma conversa cara a cara, mesmo que seja via conferência online.
    7. Funcionalidade: Um produto funcional é a medida primária de progresso.
    8. Ambiente de sustentabilidade: Processos ágeis promovem um ambiente sustentável.
    9. Padrões altos de tecnologia e design: A contínua atenção à excelência técnica aumenta a agilidade.
    10. Simplicidade: Fazer algo simples é dominar a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.
    11. Autonomia: Os melhores produtos emergem de times auto organizáveis.
    12. Reflexões para otimizações: Em intervalos regulares, o time reflete em como ficar mais efetivo, então, se ajustam e otimizam seu comportamento de acordo.

    Os 4 valores da Metodologia Ágil

    Além dos 12 princípios, o Manifesto Ágil possui ainda 4 valores que servem como pilares de sua metodologia.

    Valor ágil I – Indivíduos e interações acima de processos e ferramentas 

    Devemos entender que o turismo é uma atividade humana e que a qualidade da interação entre as pessoas pode resolver problemas crônicos de comunicação. Processos e Ferramentas são importantes, mas devem ser simples e uteis.

    Valor ágil II – Software funcionando é melhor que documentação abrangente 

    O maior indicador de que sua equipe realmente construiu algo é ter uma solução funcional. Clientes se importam com o resultado e sua experiência. Documentação também é importante, mas que seja somente o necessário e que agregue valor.

    Valor ágil III – Colaboração com o cliente acima de negociação de contratos 

    Devemos atuar em conjunto com o cliente e não “contra” ele ou ele “contra” a gente. O que deve acontecer é colaboração, tomada de decisões em conjunto e trabalho em equipe, fazendo que todos sejam um só em busca de um objetivo.

    Valor ágil IV – Responder a mudanças ao invés de seguir um plano 

    Utilizar os feedbacks obtidos durante o processo mais a observação do cenário são fatores fundamentais para darmos respostas rápidas sobre os rumos da operação envolvida.

    Não significa que não devemos ter um plano, mas que devemos estar preparados para qualquer mudança, como um velejador experiente é capaz de mudar a posição das velas para seguir ao destino final evitando ser desviado de seus objetivos.

    Benefícios para os Clientes

    O uso de Metodologia Ágil nas Agências de Viagens permite que os clientes vejam resultados tangíveis em intervalos regulares durante o desenvolvimento do produto e compartilhem feedback para conduzir melhorias adicionais.

    Para a indústria de viagens a abordagem ágil acelera os processos de desenvolvimento  dos produtos e fornece a capacidade de articular e mudar planos em um cenário em constante mudança, ao mesmo tempo em que mantém prazos curtos.

    Aplicação da Metodologia Ágil nas Agências de Viagens 

    Agora, após entender os valores e princípios fundamentais da Metodologia Ágil, você deve estar se perguntando: “como posso aplicar a Metodologia Ágil nas Agências de Viagens?”.

    Embora este processo venha sendo usado principalmente no desenvolvimento de software, ao longo dos anos surgiram diferentes práticas para incorporar a Metodologia Ágil nas empresas de outros segmentos. Uma das mais conhecidas e eficientes é o framework Scrum.

    E, seguindo esta tendência, as Agências de Viagens  podem se beneficiar da simplicidade na execução de processos e do foco em atender às necessidades do cliente para acelerar os resultados.

    Por falar em resultados, segundo a consultoria PwC, projetos ágeis podem ser até 28% mais bem-sucedidos do que os convencionais. O que acha de implementar na sua empresa?

    Veja um passo a passo para implementar a Metodologia Ágil na área de vendas de sua Agência de Viagens, usando o framework Scrum.

    Passo 1: definir os times e as atribuições  (Squad)

    No Scrum, uma das etapas mais importantes é a definição dos times. Normalmente as empresas estão estruturadas em departamentos: vendas, operações, marketing, financeiro, comercial e assim por diante.

    Como já falado, a Metodologia Ágil aposta na multidisciplinaridade, então cada time deverá possuir objetivos específicos, com tarefas que serão cumpridas juntando os esforços e conhecimentos de todos.

    Um time de vendas portanto, não terá apenas vendedores, mas todos os profissionais envolvidos em determinada atribuição, por exemplo, pode ser formado um time responsável por vendas para Disney – independente Anaheim, na Califórnia (EUA); Orlando, na Flórida (EUA); Paris (França); Tókio (Japão); Hong Kong ou Xangai (China).

    Pode-se ainda separar as atribuições por tipo de mercado: lazer nacional, lazer internacional, corporativo e eventos. É importante que cada time posso entregar uma determinada “solução” para o cliente.

    Sendo assim, é importe que cada um dos times possua os profissionais de operações, marketing, inside sales, field sales e customer services especializados em prospectar, negociar, operacionalizar e atender prospects e clientes do segmento definido para aquele time.

    Esse tipo de organização, além de gerar alto nível de especialização, favorece a integração dos processos e comunicação entre os profissionais.

    Outra característica que a multidisciplinaridade permite é a autogestão. Por abrangerem todas as etapas e informações de um projeto, os times têm autonomia para tomar decisões internamente, sem necessidade de escalar ou burocratizar a resolução de problemas.

    Além disso, é importante eleger no time Scrum quem é o profissional responsável pelo planejamento de tarefas e pela condução do processo Ágil. Este papel pode ser exercidos pelos gestores dos times.

    Passo 2: definir o ciclo de trabalho (Sprint) 

    A proposta da Metodologia Ágil é estabelecer ciclos de trabalho mais curtos e dividir o objetivo final em entregas menores, a serem concluídas dentro desse ciclo, os chamados Sprints.

    Assim, é possível, por exemplo, estabelecer Sprints de vendas de uma semana e, dentro desse ciclo, determinar quantos leads novos devem ser gerados, quantos contatos efetivos devem ser alcançados, quantas reuniões devem ser feitas e assim por diante.

    A ideia é tornar o processo mais fácil de acompanhar, de mensurar, de identificar falhas e de ser corrigir.

    Essa estratégia também ajuda a motivar o time, já que os profissionais terão metas mais rápidas para alcançar e, assim, conseguirão ver os resultados de seu trabalho com mais frequência.

    Passo 3: definir as tarefas a serem realizadas no ciclo de trabalho 

    Com o ciclo de trabalho e o time definidos, o passo seguinte é estabelecer as tarefas que deverão ser entregues ao longo do Sprint, bem como os responsáveis por realizá-las.

    No Scrum, essa lista de tarefas recebe o nome de Backlog. Há o Sprint Backlog, que é a lista de tarefas a serem cumpridas ao longo do Sprint e o Product Backlog, que são as tarefas que devem ser entregues ao final do projeto.

    No caso da aplicação para Agências de viagens, podemos considerar que o Product Backlog são as metas finais a serem alcançadas, por exemplo:

    • Gerar determinada receita anual;
    • Ter uma carteira de clientes ativa 20% maior no final do ano;
    • Aumentar o ticket-médio.

    Já no Sprint Backlog teríamos os objetivos fragmentados a partir dessas metas, por exemplo:

    • Prospectar e qualificar 50 novos leads;
    • Ligar para 30 prospects;
    • Enviar proposta para prospect X;
    • Fazer proposta de upselling para cliente Y.

    Passo 4: realizar reuniões diárias de acompanhamento 

    O acompanhamento diário das tarefas por todo time é uma das premissas da Metodologia Ágil e do modelo Scrum.

    A equipe envolvida no projeto deve se reunir diariamente, no início ou final do expediente. São encontros rápidos e objetivos. Algumas empresas até adotam reuniões em pé, para que sejam ainda mais rápidas.

    A ideia é que cada membro do time reporte o que fez, o que fará em seguida e se está com problema ou dificuldade para realizar alguma tarefa.

    Nesses encontros, as metas e prazos podem ser ajustados de acordo com o andamento real. Lembre-se: flexibilidade é um dos pontos-chave desta metodologia.

    As reuniões diárias ajudam o gestor a estar por dentro do trabalho de todos, podendo orientá-los melhor, mudar o direcionamento e propor novas abordagens. Esse elemento é um dos que mais favorece o dinamismo proposto pela metodologia, tão necessário para que a equipe de vendas consiga responder cada vez mais rápido às demandas do mercado.

    Como a responsabilidade de entrega dos Backlogs é de todo o time, há muito mais cooperação entre as pessoas no sentido de ajudar tanto na resolução de problemas, como na execução das tarefas em si.

    Passo 5: realizar reuniões ao final de cada Sprint para avaliação do ciclo e planejamento do próximo 

    Além das reuniões diárias, a equipe também deve se reunir ao finalizar cada Sprint, ou seja, cada ciclo de trabalho.

    Nesse encontro, mais longo do que os encontros diários, o objetivo é avaliar os principais problemas enfrentados, aquilo que fluiu com mais facilidade e como o processo pode ser otimizado no futuro.

    Por exemplo: ao final do Sprint, os profissionais de prospecção irão mensurar se os canais utilizados para prospectar foram assertivos, se os leads gerados eram realmente qualificados e o que poderá ser feito para otimizar a prospecção no próximo ciclo.

    Na Metodologia Ágil , há uma busca constante por otimização de processos, por isso feedbacks e avaliação dos resultados são de grande importância.

    É nessa reunião também que todo o time irá discutir e planejar as tarefas que serão realizadas no Sprint seguinte.

    A implementação da Metodologia Ágil passa diretamente por uma mudança na cultura organizacional das empresas. Para que um novo modo de gestão seja possível, é preciso entender que os métodos tradicionais não são capazes de entregar os mesmos resultados de antes. O mercado atual, mais complexo e dinâmico, exige práticas ágeis, inovadoras e flexíveis.

    Embora pareça complicado, e uma solução para grandes estruturas, se você possui uma pequena agência a saída é focar em um determinado segmento, criar um time e iniciar sua gestão no modelo Ágil. A medida que sua empresa for crescendo poderá abrir o leque para um segundo produto ou segmento de especialidade, contratando novos profissionais e readequando os times.

    O seu negócio precisa de uma transformação para se tornar mais competitivo e vender mais? Quer saber como implementar Metodologia Ágil nas Agências de Viagens? Entre em contato para uma consultoria personalizada ou para conhecer os projetos de mentoria executiva.