Tag: palestra O Agente do Futuro

  • O Agente do Futuro: os 5 Cs que separam quem opera a IA de quem é operado por ela

    O Agente do Futuro: os 5 Cs que separam quem opera a IA de quem é operado por ela

    TL;DR: O Agente do Futuro é a palestra que eu levo pelo Brasil desde 2025, e é também o nome do livro que estou escrevendo e da comunidade que nasceu dela. A tese cabe numa frase: a tecnologia não veio substituir gente, veio substituir quem trabalha no automático. O que separa um grupo do outro são cinco forças que eu chamo de os 5 Cs — Curiosidade, Contexto, Comunidade, Código e Caráter. Este texto é a palestra em forma de leitura. Se ela fizer sentido pra sua plateia, ela cabe no seu palco: turbox.me/palestras.

    A pergunta que decide o seu futuro

    Imagina comigo.

    Um casal senta na sua frente, e o celular já está na mesa. O roteiro que antes levava dias pra montar chegou pronto: voo, hotel, passeio, ordem dos dias. Uma IA montou de graça, em quatro minutos.

    Aí o cliente faz uma coisa só. Ele vira o celular pra você e pergunta: “isso aqui tá bom?”

    Eu abro toda palestra com essa cena porque, pra mim, essa pergunta decide o seu futuro. E ela não é a ameaça que parece. Ela é um convite. Repara: ele não veio te mostrar o roteiro pra dizer que não precisa mais de você. Ele veio porque não confia o suficiente em si mesmo, nem na máquina, pra apertar o botão sozinho.

    Os números dizem a mesma coisa. Mais da metade dos viajantes dos Estados Unidos usou IA em alguma etapa de uma viagem no último ano, segundo a Phocuswright. Só que, quando o assunto é deixar a IA reservar e pagar sozinha, só 2% topam. Mais de 90% confiam na informação que a IA entrega — mas não a ponto de deixar ela decidir.

    O cliente usa a IA pra sonhar. Não pra fechar.

    Eu costumo dizer que a IA virou o Waze da viagem. Ela traça a rota muito bem. Mas ela não dirige o carro, não escolhe o destino, e não segura a mão de ninguém às três da manhã quando o voo cancela. Quem faz isso é gente.

    O que morreu não foi o agente. Foi o agente que fazia só o que a máquina agora faz melhor, mais rápido e de graça.

    Por que a viagem virou expressão de identidade?

    Porque o viajante mudou de motivação, e essa mudança tem tamanho medido.

    A Booking.com batizou seu relatório de tendências de 2026 de “The Era of YOU”, a era do você. Não é slogan de marketing: são 29.733 viajantes ouvidos em 33 países e territórios, entre julho e agosto de 2025. A leitura que fica de pé é essa: a viagem deixou de ser sobre para onde a pessoa vai e passou a ser sobre quem ela é.

    O relatório lista dez tendências, umas mais sérias que as outras. Eu leio cinco fios atravessando todas elas, e é assim que eu apresento no palco:

    • Identidade — a viagem como extensão da personalidade, não como item de lista
    • Bem-estar — renovação física, mental e espiritual como motivo central, não como brinde
    • Autenticidade local — imersão real, longe do circuito óbvio
    • Slow travel — profundidade no lugar de quantidade
    • Cultura pop e eventos — viagens ancoradas em shows, séries, universos narrativos

    Nenhum desses cinco se resolve com pacote genérico. Todos pedem curadoria. E curadoria pede gente.

    Tem dado sustentando isso do lado do comportamento também. A Expedia apurou que 63% dos viajantes pretendem visitar um destino menos óbvio, fora do circuito lotado. E a preferência por um profissional humano resiste onde mais interessa: a McKinsey mostra que 44% dos boomers ainda valorizam um agente pra desenhar a viagem inteira.

    Essa é a brecha. E ela é grande.

    O que o Fórum Econômico Mundial diz sobre as competências até 2030?

    Aqui está o dado que sustenta a palestra inteira.

    O Future of Jobs Report 2025 ouviu mais de mil empregadores globais, representando 14 milhões de trabalhadores em 55 economias. A manchete: 39% das habilidades atuais serão transformadas ou ficarão obsoletas até 2030.

    Tem uma boa notícia escondida aí, e quase ninguém repara. Esse número caiu: era 44% em 2023. A instabilidade diminuiu porque uma parte grande da força de trabalho já passou por alguma capacitação. Ou seja: quem investe em aprender está, de fato, mais protegido. Isso não é motivacional. É medição.

    Agora olha o ranking das competências. O pensamento analítico lidera. Depois vêm resiliência, liderança, criatividade, autoconsciência, alfabetização tecnológica, empatia, curiosidade, gestão de talentos e orientação ao serviço.

    Das dez competências mais valorizadas do mundo até 2030, nove são humanas. Uma é puramente técnica. E o que está em queda? Destreza manual, resistência e precisão — exatamente o que a máquina faz melhor.

    Você, que trabalha com gente pela natureza da profissão, já parte com vantagem histórica. A questão é equipar essa vantagem com a tecnologia certa.

    E tem o recorte que eu uso pra fechar toda palestra. Se a força de trabalho global fosse cem pessoas: 59 precisam de treinamento até 2030. Dessas, 29 seriam capacitadas no próprio cargo e 19 realocadas com sucesso. Sobram 11 que provavelmente não receberão o treinamento e terão a empregabilidade em risco real.

    Eu pergunto isso olhando no olho da plateia, e pergunto aqui também: em qual grupo você quer estar?

    A tese: quem trabalha no automático

    Junta as duas pontas. De um lado, a máquina ficou muito boa em produzir. Do outro, o que mais vale até 2030 é justamente o que ela não produz.

    Daí sai a frase que eu repito do palco: a tecnologia não veio substituir gente. Veio substituir quem trabalha no automático.

    Isso divide o mercado em três grupos, não em dois. Quem opera a IA. Quem é operado por ela. E quem simplesmente some. Nos próximos anos, o mercado brasileiro vai decidir em qual grupo cada agência se encaixa — e vai decidir sem pedir licença.

    Quem fica de pé combina cinco forças ao mesmo tempo. Sem uma delas, o agente escorrega. Com as cinco, ele vira raro.

    E raro, no fim do dia, é caro.

    Os 5 Cs do Agente do Futuro

    Estas são as cinco forças. Cada uma tem uma frase que resume, uma prática que muda a semana e uma pergunta de autodiagnóstico. Responda as cinco perguntas com honestidade enquanto lê — no fim, a mais fraca é por onde você começa.

    1. Curiosidade: a força que não envelhece

    Tem uma frase que eu repito em toda palestra e que resume esse primeiro C: o agente comum estuda destino. O Agente do Futuro estuda o mundo.

    A diferença aparece na hora da conversa. O agente que só domina destino espera o cliente falar de viagem pra ter o que dizer. O agente que estuda o mundo já tem ângulo pra qualquer assunto que apareça — vinho, arquitetura, uma série, um esporte — e é assim que ele descobre o que a pessoa realmente quer antes de ela mesma saber explicar. Curiosidade não é hobby. É matéria-prima de venda consultiva.

    Tem um nome pra esse perfil, e ele veio da McKinsey nos anos 1990, popularizado por Tim Brown, da IDEO: o profissional em T. A barra vertical é a sua profundidade. No seu caso, turismo — fornecedor, destino, malha, tarifa. A barra horizontal é a sua amplitude: IA, dados, comportamento humano, narrativa.

    Quem só tem profundidade é copiado pela IA, porque expertise estreita é exatamente o que ela reproduz bem. Quem só tem amplitude é genérico e não diferencia nada. O “T” é o insubstituível, porque conectar áreas diferentes continua sendo o que a máquina não faz sozinha.

    É assim que eu vejo a minha própria carreira. Vinte e cinco anos sempre no turismo, a barra vertical, cruzados com fotografia, programação, feira de varejo, feira de franquia — coisas que não são a minha área e que são justamente por isso que eu resolvo problema no turismo que muita gente do turismo não resolve.

    Pergunta 1: eu aprendo alguma coisa fora do turismo toda semana, e consigo conectar isso a um cliente real?

    2. Contexto: o iceberg embaixo do prompt

    Esse é o teste que eu faço no palco, e que você pode rodar agora, com um cliente real seu.

    Abra a IA e peça: “monta um roteiro romântico de doze dias na Itália pra um casal de bodas de cristal.” Dezessete palavras. Leia a resposta.

    Agora peça de novo, na mesma IA, no mesmo dia. Só que dessa vez descreva o casal: idade, tempo de casamento, gosto cultural, restrição alimentar, faixa de orçamento. Diga qual é o objetivo da viagem e o que eles não querem. Liste duas ou três viagens anteriores e o que funcionou em cada uma. Peça três versões com diferenças explícitas — uma mais cultural, uma mais gastronômica, uma mais lenta — e um momento wow por dia, justificado pela personalidade do casal. Vai dar umas trezentas e poucas palavras.

    Compare as duas respostas lado a lado. A primeira tem cara de post de blog. A segunda tem cara de proposta de agente sênior. Mesma máquina, mesmo modelo, mesmo dia.

    A diferença não está na IA. Está no que você deu pra ela.

    O prompt é a ponta. O contexto é o iceberg. E dado não é cadastro: nome e CPF é cadastro, dado é ingrediente. Ingrediente nenhum faz o prato sozinho, mas sem ele não tem prato.

    Só que esse contexto precisa morar em algum lugar. Não na sua cabeça, não no grupo de WhatsApp, não na memória da vendedora que saiu ano passado. A McKinsey mostra que as empresas que mais crescem tiram cerca de 40% a mais da sua receita de personalização do que as lentas — e que personalizar bem costuma levantar a receita entre 10% e 15%, chegando a 25% nos melhores casos.

    Pergunta 2: eu registro o porquê de cada cliente, não só o para onde — e isso mora num lugar que sobrevive à minha memória?

    3. Comunidade: a vantagem composta que não aparece no balanço

    Esse é o C que eu mais vejo agente subestimar, e o número que explica por quê está no Censo ABAV 2025 mostra que 27,5% das agências associadas à ABAV são tocadas só pelo dono. É muita gente decidindo sozinha, sem par pra conferir a decisão. E olha de novo a lista do WEF: curiosidade, liderança, empatia, orientação ao serviço. São exatamente as competências que ninguém desenvolve lendo sozinho.

    Comunidade deixou de ser enfeite e virou infraestrutura. O agente solo não fica pra trás por falta de talento. Fica porque repete os mesmos métodos e os mesmos erros, sem ninguém do lado pra apontar. Quem troca caso real com um par toda semana descobre em quinze minutos o que levaria seis meses pra aprender errando sozinho — e isso não custa consultoria nem curso novo, custa disposição de mostrar o problema pra alguém.

    Pergunta 3: eu tenho com quem dividir uma decisão difícil de agência esta semana — e eu contribuo, ou só consumo?

    4. Código: operar a IA, não abrir a IA

    “Testei IA e não gostei” é a frase que eu mais ouço no corredor depois da palestra. E quando eu peço pra pessoa me mostrar como testou, o roteiro costuma ser o mesmo: abriu o ChatGPT na versão grátis, digitou uma linha, leu a resposta, achou genérica e fechou a aba.

    Isso é julgar uma Ferrari pelo som da chave girando. É confundir abrir uma IA com operar uma IA — e não é a mesma coisa, nem chega perto.

    Código, aqui, não é programação. É a disciplina de operar IA com método: stack definida, prompt com contexto, fluxo que se repete toda semana. O Agente do Futuro não é quem entende a teoria. É quem liga a IA toda manhã e tira mais valor dela em uma hora do que outro tira em uma semana.

    E o retorno tem tamanho. O estudo de Harvard com o BCG (Dell’Acqua et al., 2023) mediu profissionais de conhecimento trabalhando com e sem IA: quem usou entregou cerca de 12% mais tarefas, 25% mais rápido, e com aproximadamente 40% mais qualidade avaliada.

    IA não é sobre cortar gente. É sobre devolver tempo. E o tempo devolvido é o que você reinveste em relacionamento, julgamento e presença — que é onde está o dinheiro.

    A boa notícia é que a stack de entrada é barata e, em boa parte, gratuita: ChatGPT, Claude ou Gemini pra escrever e raciocinar; NotebookLM pra estudar destino; planilha ou CRM pros dados; Canva pra marca. Tudo isso roda no computador, no celular ou no tablet. Comece por uma ferramenta — a que resolve o seu maior gap hoje.

    Pergunta 4: eu tenho um fluxo semanal em que a IA me poupa horas de trabalho repetitivo, ou eu só abro a IA quando lembro?

    5. Caráter: o pilar que a IA não copia

    Caráter, no sentido que interessa aqui, é o conjunto de comportamentos profissionais que definem como você age quando ninguém está olhando, quando ninguém está medindo, e quando o jogo fica difícil.

    Na prática de agência, isso tem endereço. É cumprir o prazo do voucher toda vez, e não só quando dá. É explicar antes o que vai incomodar depois — a cobrança que aparece parcelada no cartão, a conexão apertada, a taxa que o cliente não esperava — em vez de torcer pra ele não perceber. É atender pessoalmente quando o problema é grande demais pra um e-mail. E é honrar o erro que não foi seu quando quem sente na pele é o cliente, porque ele não paga pela bagunça que não criou.

    A IA tem código. Tem contexto. Tem até uma forma de curiosidade. Mas em 2026 ela não senta na frente de um cliente irritado pra pedir desculpa olhando no olho, e não assume um prejuízo que não era dela pra proteger uma relação. Esse é o pilar que a máquina não copia — e é justamente o que fica valendo mais à medida que todo o resto vira commodity.

    Caráter também tem uma camada prática que muita gente ignora: personalização exige dado, e dado exige transparência sobre coleta e uso, consentimento explícito e segurança de verdade. LGPD não é burocracia, é respeito. Num mercado onde a IA vira commodity, confiança deixa de ser só ética e vira vantagem competitiva.

    Pergunta 5: eu cumpro o que prometo, no prazo, toda vez — e cobro pelo valor que entrego, sem culpa?


    Achou a sua pergunta mais fraca? Esse é o seu gargalo. Não tente levantar os cinco ao mesmo tempo. Pega só esse, essa semana. É exatamente assim que eu fecho a palestra: com um C escolhido e uma ação pra segunda-feira.

    Como os 5 Cs viram operação

    Os cinco Cs não são cinco projetos separados. Numa agência que funciona, eles empilham em quatro camadas.

    1. O dossiê do cliente. História, preferências e gatilhos registrados antes da primeira conversa, num lugar que não é a sua cabeça. É o Contexto.
    2. A IA nos bastidores. Responde com consistência, sugere o momento wow, audita a viagem antes do embarque atrás da conexão curta e do documento que falta. É o Código.
    3. A tecnologia que o viajante vê. Documentos, reservas e roteiro no bolso dele, durante toda a viagem, com a marca da agência.
    4. Você. A camada que só gente faz: escutar, antecipar, surpreender, dar a cara quando dá problema. É o Caráter.

    E aqui mora uma regra que eu repito em toda palestra. Existe a tecnologia que o cliente não vê, embaixo do capô, e a tecnologia que o cliente vê, na mão dele. As duas só se justificam se apontarem pra um de dois lugares: a experiência do cliente ou a qualidade do seu processo. Tecnologia que não serve a nenhum dos dois é firula. Custa dinheiro, custa atenção e não devolve nada.

    Nenhuma das três primeiras camadas funciona sem a quarta. E a quarta não escala sem as três primeiras. É por isso que “contratar IA” não resolve nada sozinho, e é por isso que só caprichar no atendimento também não segura mais.

    O que a sua plateia leva quando eu subo no palco

    O Agente do Futuro não é uma palestra sobre ferramenta. Demonstração de ferramenta envelhece em seis meses e vira tutorial. Essa palestra é sobre posicionamento: onde a IA muda o jogo de quem vende viagem, e onde ela não chega.

    O formato padrão é um keynote de 40 minutos a 1 hora, com dado na tela, história real ao lado e demonstração prática de IA quando o evento pede. Eu calibro o conteúdo depois de uma conversa curta sobre público, objetivo e tempo de palco — porque a versão que funciona numa convenção de rede não é a que funciona numa capacitação de trade municipal.

    Onde ela costuma render mais:

    • Feiras e congressos de turismo, como abertura ou keynote principal
    • Convenções de redes, franquias e operadoras, com a base de agentes parceiros
    • Destinos, CVBs e secretarias de turismo, na capacitação do trade local
    • Universidades e cursos, em aula magna e formação

    O que a plateia leva pra casa é sempre a mesma coisa: a tese, os 5 Cs e um próximo passo concreto. Nunca a sensação de que “a IA vai mudar tudo”, que é justamente o que ela já ouviu em todos os outros palcos.

    Eu falo de IA no turismo de dentro do turismo, não de fora. São 25 anos de setor — companhia aérea, operadora, agência, corporativo, luxo — e mais de 200 palestras e treinamentos. É essa diferença que um contratante sente já na conversa de briefing.

    Pra levar a palestra pro seu evento: me chame direto em daniel@turbox.me ou pela página de palestras em turbox.me/palestras. A conversa inicial leva 15 minutos e serve pra alinhar data, formato e perfil da plateia. Se você quer entrar direto na parte prática de contratação, escrevi sobre isso aqui.

    E se você é agente, e não quem contrata o palco?

    Então essa parte é pra você.

    Toda vez que eu desço do palco, eu aprendo a mesma coisa: sessenta minutos não mudam a rotina de ninguém. Estar presente uma vez não basta. Quem quer continuar a conversa precisa de um lugar onde ela acontece toda semana — e é por isso que a Agentes do Futuro existe.

    É a rede onde donos e equipes de agência se atualizam juntos, com cinco espaços: o Saguão pra troca do dia a dia, a Sala de Embarque organizada por temas, a Universidade pra formação estruturada, o Laboratório de IA pra mão na massa com prompts já testados no turismo, e a Diretoria, fechada só pra donos discutirem margem e decisão difícil sem ruído. Tudo no computador, no celular ou no tablet. Os planos são Start, Pro e Elite.

    E tem uma parte que quase ninguém sabe: a comunidade já vem inclusa na Suite Meu Agente, no nível correspondente ao seu plano. Não é upsell, é bônus.

    A Suite é a infraestrutura das quatro camadas lá de cima. O App Meu Agente existe desde 2017, é premiado internacionalmente — Top 10 dos melhores apps de viagem da Apple, PhoCusWright, Webby Awards — e hoje é usado por mais de 420 agências pra entregar roteiro e voucher com a marca da própria agência. O Meu Agente 360 é o CRM que dá casa pro contexto: acompanha embarques, organiza as tarefas da equipe, mede satisfação com NPS analisado por IA e transforma indicação em cliente novo.

    Se quiser começar por aí, o teste é de 14 dias em meuagente.com — entra no App, no 360 e na comunidade de uma vez só.

    E o livro

    O Agente do Futuro também é um livro, que eu estou terminando de escrever. Ele desenvolve os 5 Cs em profundidade, com um capítulo pra cada, e organiza tudo num modelo que eu chamo de Context-First — a ideia de que o contexto vem antes da ferramenta, sempre.

    Não vou tentar resumir aqui o que precisa de capítulos, porque seria desonesto com quem vai ler. O que cabe é o convite: quando o livro sair, quem estiver na comunidade Agentes do Futuro vai saber primeiro.

    O que levar dessa leitura

    • A tecnologia não veio substituir gente. Veio substituir quem trabalha no automático. São três grupos, não dois: quem opera a IA, quem é operado por ela, e quem some.
    • “Isso aqui tá bom?” é convite, não ameaça. Mais da metade dos viajantes já usa IA na viagem, mas só 2% deixariam a máquina reservar e pagar sozinha.
    • A brecha é humana. Das dez competências mais valorizadas pelo WEF até 2030, nove são humanas. E 44% dos boomers ainda querem um agente pra montar a viagem inteira.
    • Viagem virou identidade. A era do “you” pede curadoria, não pacote pronto.
    • O prompt é a ponta, o contexto é o iceberg. Mesma IA, contextos diferentes, resultados incomparáveis.
    • IA devolve tempo. Harvard e BCG mediram ~12% mais tarefas, 25% mais rápido e ~40% mais qualidade. O tempo devolvido volta pro relacionamento.
    • Comunidade virou infraestrutura. 27,5% das agências associadas à ABAV são tocadas só pelo dono.
    • Seja o profissional “T”. Profundo em turismo, amplo em tecnologia e comportamento humano.
    • Comece pelo seu C mais fraco. Um só, essa semana. Não os cinco.
    • Em qual grupo você quer estar? Dos cem, onze ficam pra trás. Ler não basta; o que conta é o que você faz na segunda.

    Fontes

    • World Economic Forum. Future of Jobs Report 2025. Publicação · Capítulo 3, Skills Outlook · Digest
    • Booking.com. The Era of YOU: Travel Predictions 2026 (29.733 respondentes, 33 países, jul-ago/2025). Release
    • McKinsey & Company e Skift Research. Remapping Travel with Agentic AI, 2025. Link
    • McKinsey & Company. The Way We Travel Now, 2024. Link
    • McKinsey & Company. The Value of Getting Personalization Right — or Wrong — Is Multiplying. Link
    • Dell’Acqua, F. et al. Navigating the Jagged Technological Frontier (Harvard Business School + BCG), 2023. Link
    • Phocuswright. Search Slips, AI Surges, 2025. Link
    • Expedia. Unpack ’25 Travel Trends. Link
    • Censo ABAV 2025, via Brasilturis (10/out/2025). Link