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  • Por que a comunidade entre pares vai decidir o futuro das agências de viagem

    Por que a comunidade entre pares vai decidir o futuro das agências de viagem

    Em 30 segundos: depois de 25 anos vendo o trade brasileiro por dentro, eu defendo uma tese que pouca gente fala em voz alta. O futuro do agente independente não vai ser decidido por qual IA ele usa. Vai ser decidido por com quem ele troca. IA sozinha vira frustração. Grupo de WhatsApp vira bagunça em um mês. O que separa quem cresce de quem patina é a soma de tecnologia bem aplicada com troca constante entre pares. Ou seja: comunidade para agentes de viagem, no sentido sério da palavra.

    Vou defender essa ideia aqui, com os dados que encontrei e com o que vejo todo dia operando o ecossistema Meu Agente.

    O que quase todo guia de IA pro turismo esquece de dizer

    Quase tudo que circula no turismo brasileiro hoje trata a IA como resposta final. Usa o ChatGPT pra isso, automatiza aquilo, copia esse prompt. E faz sentido falar disso, porque a barreira de entrada caiu de verdade. A FGV IBRE mediu que 39% das empresas brasileiras já usam IA com regularidade, e o número sobe pra perto de 47% nas grandes. No mundo, a McKinsey aponta que 65% das empresas já usam IA generativa em ao menos uma área. A ferramenta está na mesa de todo mundo.

    Só que tem um detalhe que esse foco em ferramenta deixa de fora.

    Na minha leitura do setor, e isso é opinião baseada em conversa diária com dono de agência, o agente que tenta adotar IA sozinho desiste rápido. Não porque a tecnologia é difícil. É porque aprender qualquer coisa nova sem espelho cansa.

    Você cola um prompt, recebe uma resposta sem graça, e fica sem saber onde errou. Foi o prompt? Foi a expectativa? É assim mesmo? Não tem com quem comparar. Não tem outro agente do lado dizendo “olha, eu faço assim, funciona”.

    Isso aparece no único estudo acadêmico recente que li sobre o tema. A pesquisa “Impactos da inteligência artificial nas agências de viagens”, publicada na Revista de Turismo Contemporâneo (UFRN) em 2025 por pesquisadoras da UFPB, entrevistou dez agentes brasileiros sobre o uso real de IA. Nenhum deles enxergou a IA como ameaça ao próprio emprego, e a leitura de futuro foi positiva. Mas eles apontaram que boa parte das ferramentas ainda precisa amadurecer, principalmente no pós-venda. É estudo qualitativo, dez agentes, então não dá pra generalizar. Mesmo assim, casa com o que eu vejo.

    E o que eu vejo, rodando o ecossistema Meu Agente com mais de 420 agências ativas, é sempre o mesmo padrão. Quem adota IA com método e tem com quem trocar dúvida, avança. Quem tenta sozinho, trava.

    O agente brasileiro é micro, e isso muda tudo

    Pra dimensionar o assunto, vale olhar quem é a agência brasileira de verdade.

    O CADASTUR, registro oficial do Ministério do Turismo, tinha 49.829 agências de viagem cadastradas no começo de 2025. É o maior grupo entre os prestadores de serviço turístico do país, 27,67% do total. E o setor segue formalizando: o número de agências cresceu cerca de 34% entre 2023 e 2025.

    Agora o dado que realmente importa pra essa conversa. Segundo o Censo ABAV 2025, dentro do universo de agências associadas, 27,5% são tocadas só pelo dono, sem nenhum funcionário. Outras 44% têm de duas a quatro pessoas.

    Lê de novo. A esmagadora maioria é micro.

    É o dono que vende, atende, monta roteiro, cuida do caixa, posta no Instagram e ainda tenta entender IA. Tudo ao mesmo tempo. Esse é o profissional que o mercado manda “se reinventar com tecnologia”.

    Sem ninguém pra trocar, esse dono toma toda decisão importante sozinho. Contratar, demitir, trocar de operadora, investir numa ferramenta nova. Decisão tomada no escuro custa caro. E numa operação enxuta como essa, errar custa mais ainda.

    Por que grupo de WhatsApp não vira comunidade

    Você deve estar pensando: “Daniel, eu já tô em três grupos de WhatsApp com outros donos”.

    Eu sei. Quase todo mundo está. E, na minha observação (opinião, não dado), quase todos esses grupos viram bagunça em pouco tempo.

    Tem uma razão estrutural pra isso. O grupo típico de donos de agência tem entre 50 e 200 pessoas e dispara centenas de mensagens por semana. Boa parte é “bom dia” e corrente. O conteúdo bom afunda. Você não busca, não organiza, não recupera. A planilha que alguém mandou na terça já sumiu na sexta.

    O resultado é cruel: você acha que está conectado, mas está só recebendo notificação.

    E quando alguém propõe migrar pra Discord, Skool ou Circle, esbarra noutro muro. Discord assusta quem não é gamer. Skool e Circle são plataformas em inglês, sem contexto brasileiro e sem ninguém do turismo já lá dentro. Faltava um lugar feito pro agente brasileiro trocar de verdade.

    Comunidade para agentes de viagem ou curso: o que resolve o quê?

    Curso e comunidade resolvem coisas diferentes, e confundir os dois é um erro comum.

    O curso te ensina uma coisa específica num momento específico. Tem início, meio e fim. É vertical e pontual. Ótimo pra dominar um assunto fechado.

    A comunidade é outra natureza. Ela te dá ambiente contínuo de troca, suporte horizontal pras dúvidas que aparecem no meio do dia, e validação de decisão com gente que vive o mesmo problema que você. É horizontal e não acaba.

    Os dois convivem bem. Mas, quando o assunto é IA aplicada ao dia a dia, a comunidade ganha. Porque o problema do agente raramente é “não sei o que é um prompt”. O problema é “tentei aqui e não saiu como eu esperava, e agora?”. Essa pergunta não se responde com aula gravada. Se responde com par do lado.

    A presidente da Abav Nacional, Ana Carolina Medeiros, escreveu algo em 2025 que resume a tese maior por trás disso: “um roteiro automatizado pode indicar boas opções, mas não conhece a história da família que vai viajar”. O mesmo vale pra quem opera a agência. A IA indica o caminho. Quem calibra é gente, de preferência gente que troca com outra gente.

    O que eu construí: a Agentes do Futuro

    A tese ficou clara pra mim, então parei de só defender no palco e construí o veículo.

    A Agentes do Futuro é uma plataforma de comunidade feita sob medida pro agente brasileiro. Não é Discord adaptado nem Skool traduzido. É plataforma própria, desenhada com o cotidiano da agência em mente, conectada ao ecossistema Meu Agente.

    Ela tem espaços que cobrem desde a troca diária entre pares até a capacitação estruturada: o Saguão pro bate-papo, a Universidade pra formação, o Laboratório de IA pra mão na massa, e a Diretoria, um espaço fechado só pra donos discutirem margem e estratégia sem ruído. A lógica é simples. O atendente em início de carreira e o dono que decide o rumo do negócio cabem na mesma casa, cada um no espaço certo.

    Não é teoria minha de palestra. É a mesma infraestrutura que as agências do Meu Agente já usam por dentro.

    Como saber se isso faz sentido pra você

    Vou propor um teste rápido, de três perguntas. Responde com sinceridade.

    Primeira: quando você toma uma decisão de peso (contratar, demitir, trocar de operadora, investir numa ferramenta), você tem com quem conversar antes de bater o martelo?

    Segunda: quando você tenta algo novo com IA na agência e dá errado, você tem a quem perguntar?

    Terceira: quando sua equipe aprende algo, ela aprende só com você, ou aprende junto com gente que vive a mesma situação em outras agências?

    Se você respondeu “não tenho” ou “só comigo” em pelo menos duas, está faltando o ingrediente que nenhuma ferramenta entrega. E vale a pena a gente conversar.

    O que não vira commodity nos próximos cinco anos

    Pra fechar, deixo a parte que mais me interessa nessa história, e que ainda vejo pouca gente dizendo.

    A IA vai ficar mais barata e mais acessível. Vai virar commodity. Daqui a cinco anos, dizer que sua agência usa IA vai ter o mesmo peso que dizer que sua agência tem internet hoje. Diferenciação nenhuma. Inclusive o próprio Google já vem dizendo isso em alto e bom som: em entrevista à PANROTAS, a área de Viagens da empresa afirmou que a IA não substitui o agente, refina o papel dele.

    O que não vira commodity é relação humana. A agência que constrói comunidade de verdade, com cliente, com par, com fornecedor e com a própria equipe, fica com um ativo que nenhuma IA copia. E esse ativo não se compra pronto. Se constrói com método, com tempo e com troca constante.

    É por isso que eu acredito tanto nessa tese. E é por isso que parei de só falar dela e construí a Agentes do Futuro.

    Perguntas frequentes

    Agências de viagem vão acabar por causa da IA?

    Não. Mas o tipo de agência vai mudar. A que tenta competir com OTA no preço já vem perdendo espaço. A que se posiciona em curadoria, relacionamento e experiência personalizada vem crescendo, e o Censo ABAV 2025 reforça esse movimento ao mostrar a consolidação dos nichos premium. A IA acelera os dois lados: encurta a vida do modelo antigo e turbina o modelo novo.

    Como agências de viagem podem usar IA hoje?

    As aplicações que dão resultado real nas agências que acompanho são bem concretas: triagem inicial de cliente no WhatsApp, redação de propostas, descrição de roteiro em texto longo, follow-up educativo entre etapas da venda e personalização de e-mail por perfil. Vale ficar de olho numa regra nova: desde 15 de janeiro de 2026, o WhatsApp passou a barrar provedores cuja função principal é a própria IA (como o ChatGPT dentro do app), mas os chatbots que usam IA dentro de uma operação de atendimento ou vendas seguem permitidos.

    Qual a diferença entre comunidade e curso para agentes de viagem?

    Curso te ensina algo específico num momento específico. É vertical e pontual. Comunidade te dá ambiente contínuo de troca entre pares, suporte horizontal e validação de decisão com quem vive o mesmo problema. É horizontal e contínua. Os dois coexistem, mas resolvem necessidades diferentes: o curso fecha um assunto, a comunidade sustenta o dia a dia.

    Vale a pena pagar por uma comunidade para agentes de viagem?

    Depende do quanto você usa a troca. Uma comunidade boa te entrega pelo menos uma decisão melhor por mês, seja de contratação, de ferramenta ou de fornecedor. Se uma decisão melhor te poupa um custo ou fecha uma venda a mais, o investimento se paga várias vezes no ano. Se você não vai participar, qualquer valor é caro. É por isso que as comunidades sérias, a Agentes do Futuro inclusa, trabalham com garantia de 30 dias.

    O que diferencia a Agentes do Futuro de outras iniciativas do setor?

    Três coisas: plataforma própria, feita pro agente brasileiro (sem depender de Discord, Skool ou Circle), foco específico no agente independente do Brasil, e integração com o ecossistema Meu Agente. Existem outras boas iniciativas no mercado, com focos diferentes. A Aurea Travel Hub, por exemplo, lançada em abril de 2026 pela GSP Atlanta, é um núcleo de crescimento voltado a agências de luxo. Propósitos distintos, públicos distintos.

    Como entrar na Agentes do Futuro?

    A inscrição fica em agentesdofuturo.com.br. Os planos são Start, Pro e Elite, com garantia de 30 dias em qualquer um. O Start abre o networking e as lives; o Pro adiciona as gravações; o Elite inclui os cursos e a Sala da Diretoria, fechada só pra donos. Você escolhe o nível conforme o quanto quer se envolver.

    Pra fechar

    Eu poderia ter escrito mais um texto sobre qual IA usar. Tem muitos por aí, alguns meus. Mas a verdade que aprendi na prática é outra: a ferramenta nivela todo mundo, e o que sobra de diferença é humano.

    Decidir sozinho, todo mês, é a forma mais cara de tocar uma agência. Você não precisa fazer isso sozinho.

    Daniel Turbox


    🤝 Você não precisa fazer isso sozinho

    Eu mantenho a Agentes do Futuro, comunidade pra donos e equipes de agências de viagem brasileiras que querem crescer com IA, gestão e vendas. Plataforma própria, mentorias mensais comigo, biblioteca de prompts testados pra turismo, e o suporte entre pares que grupo de WhatsApp não entrega.

    • Start (R$ 497/ano): Saguão (networking) + lives ao vivo
    • Pro (R$ 997/ano): tudo do Start + todas as gravações
    • Elite (R$ 1.497/ano): tudo do Pro + Universidade (cursos) + Sala da Diretoria (só donos)

    → Conhecer a Agentes do Futuro · Garantia de 30 dias

    Já assina a Suite Meu Agente? A comunidade vem inclusa no seu plano, no nível correspondente. Ativar acesso →

  • Guia para criar o site da sua agência de viagens

    Guia para criar o site da sua agência de viagens

    A tecnologia vem avançando a passos largos e nos permite realizar tarefas, antes vistas como complexas, de maneira simples. Este é o caso da criação do site da sua agência de viagens e que vou falar neste artigo.

    Poucos anos atrás seria necessário dominar uma linguagem de programação e técnicas de web design para marcar sua presença online. Somos testemunhas do surgimento de plataformas e ferramentas que permitem que qualquer pessoa crie seu site e elas vêm evoluindo constantemente, permitindo resultados cada vez mais profissionais.

    Além disso, preciso te dizer que ter o site da sua agência de viagens na internet não é apenas um cartão de visitas ou uma vitrine digital, mas o ponto central da sua estratégia e vida profissional na internet.

    Na última semana publiquei 4 plataformas onde você mesmo pode criar o site da sua agência de viagens, no entanto antes de colocar a mão na massa é preciso planejamento. Por isso, bloco de anotações na mão, ajeite-se na cadeira e prepare aquela xícara de café pois vou entregar aqui os passos que você precisa dar para criar o site da sua agência de viagens.

    1. Tenha um objetivo definido
    2. Registre seu domínio
    3. Escolha a plataforma
    4. Elabore o layout e estrutura do site
    5. Crie conteúdo de valor
    6. Foque na experiência do usuário
    7. Teste e obtenha feedback antes de lançar
    8. Conheça e aplique estratégias de SEO
    9. Interaja com os visitantes
    10. Medir, medir, medir (e testar) sempre

    Tenha um objetivo definido

    Em todas ações de nossa empresa precisamos traçar as estratégias e objetivos a serem alcançados. O site da sua agência de viagens deve demonstrar de forma clara o que é o seu negócio e como você pode ajudar o seu cliente em suas necessidades. Para isso pode ter algumas formas diferentes, tais como:

    • Um blog para compartilhar conhecimento, inspirar e demonstrar sua autoridade dentro do seu nicho.
    • Uma landing page promovendo uma campanha específica, como um grupo para determinado destino, por exemplo.
    • Um site institucional para apresentar seu portfólio de serviços e depoimentos de clientes.
    • Um site de vendas online para os visitantes poderem comprar ou reservas viagens de forma online.

    Seu site pode ser uma mescla de um ou mais exemplos acima ou de outros tantos, contudo deve focar em um propósito único para que não confunda o visitante e possível cliente.

    Caso você opte por ter um site de vendas online, deverá levar em consideração os investimentos mais elevados (sobretudo de marketing), para concorrer com outras Agências de Viagens Online, conhecidas como OTAs. Além disso, certamente precisará de ferramentas específicas que não iremos contemplar neste artigo por ser um tema mais complexo e que merece um conteúdo exclusivo.

    Registre seu domínio

    O nome do domínio é o seu endereço na internet. É por ele que seus visitantes irão acessar o seu site e por isso a importância de que seja um nome memorável. Procure nomes curtos (mais fácil de lembrar), simples (sem acentos ou símbolos), chamativo (de preferência que já traga no nome seu objetivo principal) e transparente (relacionado ao nome e marca da sua empresa).

    Devo lembrar que ter o domínio registrado é diferente do registro da marca, este segundo deve ser providenciado junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial, o INPI. Para evitar dores de cabeça futuras, faça uma pesquisa e verifique se não há outra empresa detentora do nome ou marca que você deseja utilizar.

    Escrevi um artigo aqui no blog explicando com mais detalhes como fazer este registro.

    Além do acesso ao seu site, o domínio é o primeiro passo para você ter o e-mail @suagencia, como também já falei aqui no blog.

    A extensão mais usada no Brasil, naturalmente, é a .com.br e por isso é bastante comum que o nome que deseja não esteja disponível. Neste caso você pode optar por outras extensões de domínio de alto nível (TLDs), como .com, .tur.br, .net.br

    Escolha a plataforma

    Você já tem um objetivo estratégico, um domínio registrado e está na hora de escolher a plataforma onde você irá construir seu site

    Te convido novamente para ler sobre as plataformas que indiquei neste outro artigo. Todas elas são baseadas no conceito de CMS (ou content management system), que facilitam não só a criação, mas também manutenção do conteúdo do seu site. Mesmo delegando a tarefa de criar o site para um profissional ou empresa de marketing, a manutenção dos conteúdos poderá ser feita por você de forma simples.

    Para decidir sobre a melhor ferramenta para o seu site observe as funcionalidades de cada uma, tente identificar se é possível resolver suas necessidades e implementar as funcionalidades que deseja. Muitas das ferramentas possuem extensões (plug-ins), grátis ou pagas que ampliam e muito as possibilidades.

    Coloque na ponta do lápis os valores envolvidos na criação e manutenção do site, não só a curto prazo, mas a médio e longo também. Há ferramentas que já contemplam a hospedagem outras, como o caso do WordPress, embora seja uma plataforma gratuíta necessita de um serviço de hospedagem.

    Outro fator que deve ser ponderado na decisão da plataforma é a curva de aprendizagem, ou seja, a dificuldade (ou facilidade) de aprender e dominar a ferramenta e todas as funcionalidades que ela oferece. Leve em consideração aquela que oferece melhores possibilidades para um crescimento de seu site, seja de quantidade de acessos, de funcionalidades ou quantidades de páginas.

    Por último e não menos importante, busque informações sobre o suporte (em caso de ferramentas pagas) ou comunidade (para soluções open source) e converse com aqueles que já utilizam as ferramentas que você está considerando. Um boa ou má experiência de um amigo ou profissional conhecido pode te ajudar a fazer a escolha certa.

    Elabore o layout e estrutura do site

    Antes de começar a elaborar o layout do seu site recomendo que você visite muitos outros sites e adote um olhar crítico do que encontrar na internet. De sites de concorrentes a grandes empresas de outros segmentos. Olhe tudo e analise (principalmente nos grandes portais): cada menu, página, rodapé, função que achar interessante e entenda o que funciona e o que não funciona do ponto de vista de usuário.

    O layout deve ser acima de tudo funcional e agradável a navegação. Você já visitou um site que em menos de 1 minuto quis sair e nunca mais voltar? A maioria das ferramentas de CMS já possui templates próprios e há alguns sites que oferecem templates adicionais. Estes templates podem ser utilizados como modelo ou ponto de partida do seu site, além de poupar muito tempo.

    Sobre a estrutura, defina quais e quantas páginas serão criadas. Normalmente há uma página para cada sessão do site, como quem somos, blog, contato, mas em alguns casos é possível criar um site de página única, como as landing pages.

    Provavelmente você está lendo este artigo a partir do seu celular. A maioria das visitas do meu site (e do blog) são de dispositivos móveis. Esse é apenas um dos motivos para você se preocupar em responsividade. Seu site precisa se adequar ao tamanho da tela do seu visitante e felizmente grande parte das ferramentas já considera isso e possuem configurações específicas para estes tipos de dispositivos. Lembre-se de configurá-las!

    Crie conteúdo de valor

    De nada adianta um lindo layout sem um conteúdo rico e relevante. Busque utilizar conteúdos e materiais originais, ou seja, produzidos por você. Isto inclui textos, vídeos e fotos.

    Caso necessário utilizar conteúdo de terceiros certifique que obteve o conteúdo de maneira legal para evitar problemas jurídicos. Existem bancos de imagens e de vídeos gratuitos na internet, alguns deles apenas com a exigência de dar crédito à plataforma.

    Em caso de textos revise sempre antes de publicar para evitar erros de ortografia. Existem técnicas de copywriting para textos persuasivos e vendedores. Estude como você pode criar textos diretos e objetivos de maneira que eduque, esclareça e inspire seus leitores.

    Foque na experiência do usuário

    A experiência do usuário (em inglês, customer experience) é uma matéria que também deve ser entendida e vai além do layout bonito e do conteúdo de valor.

    O site da sua agência de viagens deve oferecer uma navegação fácil e agradável observando algumas noções fundamentais como:

    • Certifique que o Menu possui links corretos e apareça em todas as páginas do seu site
    • Uso correto da paleta de cores. Normalmente 3 cores (principal, secundária e destaque)
    • Uso de CTAs (call to action) para direcionar as ações dos visitantes
    • Uso de fontes legíveis tanto no desktop quanto no mobile. Assim como as cores, a quantidade deve ser moderada
    • Use o rodapé para incluir informações de contato, informações legais (CNPJ e razão social) da sua agência e links úteis

    Teste e obtenha feedback antes de lançar

    Se você não tem equipe para compartilhar seu mais novo site peça ajuda e opinião para amigos e familiares.

    Peça a eles que revisem os textos, a versão mobile, os links (internos e externos), formulários e dê feedback sobre a facilidade de navegação e velocidade de carregamento do site.

    No caso de links externos é recomendável que sempre abram em outra janela do navegador para evitar que seu visitante saia do seu site.

    Se o carregamento do site for um problema, busque soluções para redução e otimização no tamanho das imagens e considere a utilização de uma ferramenta de CDN (Rede de Entrega de Conteúdo). CDN é uma plataforma de servidores distribuídos globalmente e que ajudam a minimizar atrasos no carregamento de conteúdo de sites.

    Conheça e aplique estratégias de SEO

    SEO significa Search Engine Optimization, ou otimização dos motores de busca e com utilização de estratégias corretas você poderá ser encontrado nas buscas do Google e de outros motores de busca.

    Participar das etapas de topo de funil junto ao seu cliente potencial e visitante do seu site poderá fazer a diferença positivamente na sua agência.

    Claro que esta não é uma tarefa simples! São mais de 200 indicadores que compões os algoritmos que classificam os sites que vão da responsividade das páginas, tamanhos de fontes, certificados SSL, qualidade do conteúdo, competitividade do seu mercado e tantos outros.

    É importante definir as palavras-chave que deseja utilizar e ser “encontrável”. Tenha uma palavra-chave principal e um punhado de secundárias e foque em conteúdos em diferentes páginas utilizando estas palavras-chave. Muitas das plataformas de criação de sites já possuem otimização para SEO (alguns com plugins que podem ser instalados gratuitamente), onde você poderá incluir em cada página ou post do blog do que se trata aquele conteúdo. Estas informações que são chamadas de metadados são muito úteis para indexação do seu conteúdo nos buscadores.

    Interaja com os visitantes

    Como eu já disse na introdução deste artigo: seu site precisa ser o ponto central da estratégia de comunicação da sua agência. Vai fazer uma postagem nas redes sociais!? Faça um CTA e direcione para seu o site! Soltou um e-mail marketing!? CTA direcionando para seu site…

    Além disso, essa visita e ações do seu visitante poderá ser “registrada” pelos scripts (também conhecidos como pixel) do Facebook, Google e outros, possibilitando que você faça anúncios direcionados e relevantes para estes visitante. Desta forma você consegue “continuar o contato” com seu potencial cliente mesmo depois que ele sair do seu site. Por isso, lembre-se de configurar ferramentas como o Google Tag Manager (GTM) e os scripts de rastreamento das redes que pretende anunciar futuramente.

    Outro conselho é: Tenha atenção aos pontos de contato disponibilizados no site e sempre responda aos visitantes, seja um contato via formulário, chat no site ou comentário em um post do seu blog.

    Este é um erro muito comum em diversos blogs (e até algumas redes sociais). As empresas não se atentam aos comentários e interações em blog e perdem oportunidades de ouro de interagir com um possível cliente.

    Medir, medir, medir (e testar) sempre

    Só conseguimos melhorar aquilo que medimos. No GTM, além de scripts de rastreamento de redes sociais você poderá incluir ferramentas de monitoramento como o famoso Google Analytics. nele você terá acesso a dados e estatísticas da quantidade de visitantes do seu site, as páginas mais visitadas, o tempo que cada visitante fica no seu site, as origens dos visitantes e mais uma porção de métricas úteis para que você entenda como pode crescer e melhorar o desempenho.

    Outra ferramenta essencial é o Google Search Console. Nela você consegue saber a classificação das suas páginas nas buscas do Google e todos os detalhes sobre seu tráfego orgânico.

    Eu não poderia deixar de falar (embora mereça um artigo só pra este tipo de ferramenta) das ferramentas de mapa de calor (heatmaps), como a Crazy Egg, o Hotjar e a que eu utilizo, Zoho PageSense. Os heatmaps te mostram através de cores quais partes do seu site os visitantes olham, clicam e passam mais tempo lendo. Gravações de navegação aleatórias e de forma que não identifique o visitante também são feitas. Com este dados você poderá otimizar ainda mais as experiências dos seus visitantes e converter ainda mais vendas.

    E aí, gostou do conteúdo? Ficou com alguma dúvida? Deixe seu comentário e vamos criar o site da sua agência de viagens.

  • Como criar regras de comissionamento para sua agência de viagens

    Como criar regras de comissionamento para sua agência de viagens

    Comissionamento é uma forma bem difundida no mercado de remuneração de agentes de viagens. O comissionamento, quando planejado, pode ajudar a empresa a atingir suas metas, bem como mantém o funcionário motivado. Não à toa, dissemos que o comissionamento precisa ser planejado: se ele não casar com os objetivos da empresa ou for pago no momento errado, pode ser um tiro no pé do gestor e, com o passar do tempo, pode afetar toda a estrutura financeira da agência.

    Para te ajudar com estes tópicos, vamos esmiuçar alguns desses aspectos para que tudo fique mais fácil para você na hora de botar em prática a política de comissionamento da sua agência.

    Aprenda, descubra, aproveite e compartilhe!

    Existem dois principais tipos de comissionamento sendo praticados no mercado de agências de turismo.

    – Comissionamento sobre vendas: neste método de comissionamento, o vendedor recebe um percentual da venda realizada, independente do valor da mesma. Esta parcela deve ser previamente acordada entre a agência e o consultor. O ideal é que todos os vendedores que possuem um mesmo cargo (junior, pleno ou senior) tenham um mesmo acordo, para que não haja problemas futuros.

    – Comissionamento sobre rentabilidade: a rentabilidade nada mais é do que quanto a venda gerou de receita para a agência, ou seja, o valor recebido pelo cliente menos todos os custos operacionais (pagamento de fornecedores, envio de brindes, gastos com Correios, etc). Neste modelo, o vendedor recebe uma parcela desta receita.

    Modelos suplementares

    – Over comission: neste caso, a agência estabelece uma porcentagem de comissionamento e um over atrelado a uma meta, que, normalmente, é de toda a equipe. Por exemplo, o vendedor João recebe 10% de comissionamento das suas vendas, mas, como a agência ABC Turismo bateu a meta do mês, todos os vendedores recebem um over de 4% sobre as vendas (10% + 4%).

    – Comissão por gatilhos: a comissão aumenta conforme patamares de venda maiores são atingidos. Ex: comissão de 6% se a rentabilidade for de R$0 a R$10.000,00, de 7% se a rentabilidade for de R$10.000,01 a R$20.000,00 e de 8% se a rentabilidade for superior a R$20.000,01.

    Ok, já escolhi o tipo de comissionamento que acredito ser o melhor para a minha agência. Mas… Quando pagar o meu consultor?

    As comissões podem ser pagas com base na apuração das vendas do mês anterior (pagamento sobre produção), com base na data de check-out (pagamento sobre utilização) ou, ainda, com base sobre o recebimento do comissionamento da agência (pagamento sobre caixa). Este terceiro modelo é nosso preferido e, de acordo com o modelo de suas vendas, pode representar uma mescla entre os dois primeiros modelos. Basicamente, ele consiste em pagar a comissão uma vez que o dinheiro esteja no caixa da agência. Sendo assim, se o vendedor consegue receber do cliente o valor integral e a agência pagar NET ao fornecedor, o dinheiro já estará em caixa e a comissão poderá ser paga no mesmo mês. Caso não seja possível descontar a comissão ao pagar o fornecedor e a comissão será paga após o check-out, por exemplo, o vendedor só receberá esta comissão após o dinheiro recebido.

    Um passo atrás! Que tal atrelar os objetivos operacionais da sua agência com o comissionamento dos seus vendedores?

    É muito importante que você, como responsável por definir o modelo de comissionamento da agência, pense em atrelar isso com  objetivos operacionais e estratégicos. Para isso, antes de mais nada, as metas operacionais devem ter sido estabelecidas.

    Para definir as metas do seu negócio, várias técnicas podem ser seguidas (e este assunto é tão amplo que vai render outros artigos!). Mas, de maneira sucinta, sua meta deve:

    • ser alcançável (se não, pode virar apenas um sonho);
    • ser mensurável (você deve possuir dados para medir seu progresso);
    • ter uma data de conclusão (pode ser semanal, mensal, trimestral, anual, etc.);
    • ser dividida em pequenas tarefas (sub-tarefas que, dia a dia, te guiarão para o objetivo).

    Defininda sua meta e seu objetivo operacional, atrele isso ao comissionamento dos seus vendedores. Seguem dois exemplos de como isso pode ser feito: uma agência que visa expandir o seu negócio, ou seja, que busca aumentar sua carteira de clientes, deve estabelecer um modelo de remuneração maior para aqueles consultores que converterem novos passageiros. Ou então, uma agência deve manter um salário fixo maior quando ela quer ter uma manutenção de clientela por parte do seu consultor, pois, provavelmente, ele estará mais focado em relacionamento que em ampliar sua carteira de clientes.

    Mas será que ter uma meta é tão importante assim? 

    Ter uma meta não é relevante apenas porque você pode atrelar o comissionamento do seu consultor com este objetivo. Ela funciona também para manter a motivação da equipe. E, aqui, é importante lembrar que as pessoas não são motivadas apenas por fatores monetários. A forma como você reconhece seus funcionários, insere eles na construção das metas, incentiva o trabalho em equipe, o valoriza com treinamentos constantes, tudo isso interfere na motivação dos seus recursos humanos.

    Meta, quando bem gerida, pode gerar uma competição saudável, tanto individual quando em grupo. Quando um funcionário se dispõe a dar o seu melhor, todos ganham. Quando a equipe tem clara uma bonificação caso todos atinjam determinado patamar, todos ganham. Para que seu time cresça junto, que tal oferecer um happy hour como prêmio quando o time atingir os resultados esperados? Ou um ingresso para o teatro… Novamente: os prêmios não precisam ser financeiros!

    Mas e o meu time de back-office e áreas que não vendem? Eles ficam de fora dessa?

    A maioria dos profissionais reage positivamente a uma gestão meritocrata, ou seja, baseada em resultados. Por isso, valorize também aqueles que não estão diretamente na linha de vendas, como o financeiro e o departamento de marketing, por exemplo.

    Crie KPIs e estabeleça bônus. KPI são indicadores de performance baseado em métricas quantitativas e/ou qualitativas e um exemplo de bônus pode ser um salário adicional no final do ano, caso estes KPIs sejam atingidos (totalmente ou parcialmente).

    Ainda ficou com alguma dúvida ou gostaria de uma avaliação da nossa equipe de consultores para te ajudar a decidir a melhor forma de comissionamento da sua empresa? Entre em contato conosco!